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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

AGUARDAR O TEMPO CERTO - Ensinamento de Meishu-Sama

Aguardar o tempo certo- Ensinamento de Meishu-Sama



A minuciosa observação dos vários setores sociais mostra como é grande o número de fracassados.
Se o fracasso representasse sofrimento apenas para o próprio indivíduo, este poderia resignar-se, atribuindo a culpa à sua inexperiência e má sorte. Mas não é assim; a família também é atingida, há prejuízos para parentes e amigos, e o fato isolado acaba constituindo uma espécie de mal social. Logicamente, a pessoa não tinha intenção de prejudicar ninguém; no entanto, em decorrência de seu fracasso, muitas outras foram prejudicadas.
O problema não deve ser menosprezado. É preciso examiná-lo profundamente, pois, quase sempre, sua causa reside em fatores que passaram despercebidos.
De início, a pessoa concebe um plano, prepara-o cuidadosamente (pelo menos imagina que está agindo assim), mas, quando se entrega à execução da obra, as coisas não correm como pensava. Começam a surgir dificuldades e obstáculos, que lhe impedem o discernimento e descontrolam suas perspectivas de futuro. Essa é a trajetória habitual dos que fracassam. Vejamos a causa de sua derrota.
Podemos resumi-la numa frase: eles não levaram em consideração o tempo. Este, de modo geral, é um fator absoluto. Flores, frutos, produtos agrícolas, tudo tem seu tempo certo. Mesmo que as condições sejam favoráveis, se não forem levadas em conta as exigências da estação, isto é, do tempo, não haverá bons resultados.
As flores silvestres desabrocham na primavera, porque seus bulbos são plantados no outono; as flores dos jardins nos encantam do verão ao outono, porque seus bulbos e sementes são plantados da primavera.
Os frutos também têm sua época de amadurecimento. Não podemos sentir o seu sabor enquanto estão verdes; quando bem maduros, são deliciosos. Mesmo os produtos agrícolas, têm o seu tempo de amanho, semeadura e transplantação. E devem de estar de acordo com a terra e o clima.
Como vemos, a Grande Natureza ensina ao Homem a importância do tempo. Em seu estado original, ela é a própria Verdade, e por isso serve de modelo a todos os projetos do Homem. Eis a condição vital para o sucesso.
O Johrei, a Agricultura Natural e os outros princípios preconizados por mim, praticamente não fracassam; eles alcançam objetivos almejados porque se baseiam na Lei da Natureza.
Nunca me afobo quando planejo algo. Encaro o assunto com objetividade, examinando-o sob todos os ângulos, e ponho-me a refletir calmamente. Só me entrego aos preparativos indispensáveis, após me convencer de que o plano é correto e útil à Humanidade em todos os aspectos e possui sentido duradouro.
Acontece que a maioria das pessoas não têm paciência para esperar. Lançam-se à obra prematuramente, provocando desequilíbrio, e daí sobrevem o fracasso. Portanto, em todos os empreendimentos, o essencial é ter paciência para aguardar a chegada do tempo exato. As coisas possuem, infalivelmente, uma ocasião propícia. Com toda a razão dizem os velhos provérbios: "Se esperarmos, teremos bom tempo para navegar", "A sorte se espera deitado" e "Mire cuidadosamente para acertar o alvo".
Muita gente se impacientou com o meu sistema. Houve quem me apresentasse ideias e planos que, às vezes, eu prometia realizar. Como tardasse a executá-los, as pessoas reclamavam ou estranhavam. Quanto a mim, estava à espera do tempo adequado.
Os conhecidos aforismos "Agarre a oportunidade" e "Não perca a ocasião", confirmam o que estou dizendo.
Sentimos que estamos diante da ocasião propícia, quando, preenchidas todas as condições, passamos a sentir um forte impulso para executar o plano imediatamente. Tudo se processará, então, com facilidade, devido ao amadurecimento do tempo. Aguardando o tempo certo, estaremos poupando esforços e todas as coisas correrão bem. Em resumo, devemos refletir bem antes antes de agir. Por exemplo: se algo impede que uma pedra role morro abaixo, mas tentarmos empurrá-la, despenderemos muita força. Entretanto, se soubermos esperar pacientemente, o obstáculo irá sendo vencido pelo peso da pedra. Com o tempo, até o empurrão de um dedo a fará precipitar-se. É o que acontece com a oportunidade.
"Se o rouxinol não canta, esperarei até que ele cante". Esta frase foi dita satiricamente por Ieyassu Tokugawa, o fundador da dinastia Tokugawa, a qual governou o Japão durante trezentos anos porque ele soube dar tempo ao tempo.
Creio que o que dissemos é suficiente para compreenderem a importância do tempo. Nao Deguti escreveu: "Com o tempo nem Deus pode". Isso resume admiravelmente a verdade da questão.

Meishu-Sama, 25 de junho de 1949

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A RESPEITO DO ATEÍSMO - Ensinamento de Meishu-Sama


" eu pretendo discorrer sobre esse tema sem tocar em Religião, colocando-me a mim próprio na posição de ateu."

Parece regra geral desenvolver o raciocínio do ponto de vista religioso, quando se escreve sobre ateísmo, mas eu pretendo discorrer sobre esse tema sem tocar em Religião, colocando-me a mim próprio na posição de ateu.
Quando uma criança nasce, o seio materno lhe fornece o leite para a sua nutrição. A criança cresce normalmente e os pais ministram-lhe alimentação adequada à primeira dentição. Assim, ela vai vencendo várias fases de seu desenvolvimento, até atingir a adolescência. A alimentação, portanto, é a base do crescimento. O Homem se nutre graças ao paladar. Creio ser esse o maior de todos os prazeres humanos.
O físico e também a inteligência vão se desenvolvendo gradualmente através da instrução e, na mocidade, o ser humano, está apto a exercer funções normais de um adulto. Surgem-lhe, então, diversas ambições, como a ânsia de poder, o espírito de competição e de progresso e, no plano físico, em forma de diversão, folguedos e namoros.
Dessa maneira, o homem está pronto para participar da vida social, característica de um ser superior, com os sofrimentos e as alegrias, que nascem da razão e do sentimento.
Consideremos, agora, a Natureza.
No Universo, não só os fenómenos visíveis, como o Sol, a Lua, as Estrelas, a Via-Láctea, a temperatura, o vento, a chuva, os animais, os vegetais e os minerais, que estão directamente relacionados com o ser humano, mas também os fenómenos invisíveis, tudo está sob acção e controle do poder da Natureza. Esta é a própria figura do mundo. Observando-a calmamente e sem ideias preconcebidas, qualquer pessoa - a menos que seja insensível - fica embevecida com o seu encanto misterioso.
A Natureza é dotada de mistério profundo e insondável. Grandioso é o Céu que contemplamos e ilimitada é a sua extensão. Como se apresenta o centro da Terra? Qual o número certo de estrelas, o peso exacto do globo terrestre, a quantidade das águas marítimas? Se começarmos a enumerar coisas e factos, não acabaremos nunca.
A especulação nos deixa abismados com o movimento metódico dos astros, a formação da noite e do dia, o fenómeno das estações, o sentido esotérico dos 365 dias do ano, a evolução de todas as coisas, o progresso ilimitado da civilização, etc. Quando surgiu este mundo? Qual a sua extensão? Ele é finito ou infinito? Qual o limite da população mundial? E o futuro da Terra?
Tudo permanece envolvido em mistério. Tudo caminha silenciosamente, sem a mínima falha ou atraso, obedecendo a uma ordem determinada.
Ainda nos deparamos com os seguintes problemas: Por que viemos a este mundo e que papel devemos desempenhar? Até quando poderemos viver? Voltaremos ao Nada, após a morte, ou existe o desconhecido Mundo Espiritual onde iremos habitar em paz? As reflexões sobre o assunto nos deixam ainda mais confusos, permanecendo tudo na obscuridade. Não há outro qualificativo a não ser os que dizem os bonzos: "A Realidade é um Nada, o Nada é uma Realidade."
Vasta, ilimitada e infinita é a existência do mundo. O ser humano, com a pretensão de desvendar este mundo misterioso, vem empregando todos os meios, principalmente, a pesquisa; apesar de seus esforços, só consegue conhecer uma pequena parcela dos fenómenos infinitos. Daí atinarmos com a insignificância da inteligência humana em relação à Natureza. É significativa a expressão "sombrio vazio", também citada pelos bonzos. Entretanto, a vaidade humana, em sua tola presunção, excede-se ao ponto de querer subjugar essa mesma Natureza. Sábio é o homem que, antes de mais nada, procura conhecer a si mesmo, submete-se a ela e participa das suas graças.
Analisando a Natureza sob o aspecto da vida humana e do ambiente que a rodeia, subsiste um enigma que sobrepuja todos os outros: "Quem construiu este mundo maravilhoso e o governa à sua vontade?" Ninguém poderá deixar de reflectir sobre o seu Criador, nem sobre o propósito com o qual foi construído um mundo tão esplendoroso. Procuremos imaginar esse Criador.
Um lar é governado pelo chefe de família; um país, pelo rei ou presidente. Logicamente, este mundo deve ser dirigido por alguém. Em que poderia ser senão o Ente conhecido como Deus? Não encontro outra conclusão. Por conseguinte, negar Deus significar negar o mundo em si mesmo. Tal lógica não permite dúvidas; se alguma pessoa duvidar, coloca-se num plano de obstinado preconceito. Nesse caso, assemelha-se aos irracionais: é desprovida de inteligência.
Nossa missão é extirpar do homem essa irracionalidade, transformando-o em verdadeiro ser pensante, numa verdadeira obra de reforma humana. Até mesmo o ateu deve convir que a grandiosidade do Universo e a perfeição cósmica só podem partir de um princípio perfeito: DEUS.

Meishu-Sama, 6 de Janeiro de 1954  

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A DIALÉCTICA DA HARMONIA - Ensinamento de Meishu-Sama



Harmonia é um velho termo que impressiona bem e sugere um princípio da Verdade. Contudo, não deve ser aceite cegamente, pois, embora essa interpretação não esteja errada, é muito superficial. Sendo assim, precisamos aprofundá-la.
Tudo o que há no Universo acha-se em perfeita harmonia. Só há desarmonia para quem vê as coisas superficialmente - é um erro de ponto de vista. A desarmonia que se apresenta aos olhos do homem é apenas aparente. Isso porque ela é criada pelos homens e a sua causa é a acção anti-natural. Ou seja, do ponto de vista da Grande Natureza, a desarmonia decorrente da acção anti-natural é a verdadeira harmonia. Essa é a Verdade Absoluta.
Neste sentido, basta que o homem obedeça às Leis do Universo para que todas as coisas se harmonizem e progridam normalmente. Assim quando se provoca desarmonia, surge a desarmonia; caso contrário surge a harmonia. Nisto consiste a Grandiosa Harmonia da Natureza. Para ser feliz, o homem precisa aprofundar o seu conhecimento sobre o assunto. Temos tido frequentes provas de que, com o tempo, a desarmonia momentânea se transforma em harmonia e vice-versa. Essa é a realidade da vida e reclama profunda reflexão.
Sintetizando: a desarmonia é produto da visão estreita ("Shojo"); a harmonia, produto da visão ampla ("Daijo").

Meishu-Sama, 1 de Outubro de 1952

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A LEI DA NATUREZA (LEI DA GRANDE HARMONIA) E A MISSÃO DA FILOSOFIA DE MOKITI OKADA


"Durante três mil longos anos, a Humanidade tem vindo a afastar-se cada vez mais da Lei da Natureza, que é a Lei do Universo, a Vontade de Deus, a Verdade.
Movido pelo materialismo, que o faz acreditar apenas naquilo que vê, e pelo egoísmo, que o leva a agir de acordo com a sua própria conveniência, o Homem tornou-se prisioneiro de uma ambição desmedida e inconsequente e vem destruindo o equilíbrio do planeta, criando, para si e para o seu semelhante, desarmonia e infelicidade.
As graves consequências do desrespeito às Leis Naturais podem ser verificadas na agricultura, na medicina, na saúde, na educação, na arte, no meio ambiente, na política, na economia e em todos os demais campos da actividade humana. Esta situação atingiu já o seu limite. Se continuar a agir assim, certamente que o Homem acabará por destruir o planeta e por se destruir a si próprio.
A Filosofia de Mokiti Okada tem o objectivo de despertar a Humanidade, alertando-a para essa triste realidade. Ela cultiva o espiritualismo e o altruísmo, faz o Homem acreditar no invisível e ensina que existem espírito e sentimento não só no ser humano, mas também nos animais, nos vegetais e nos demais seres.
A Difusão do Johrei, o desenvolvimento da Agricultura Natural e a divulgação do Belo são práticas básicas da filosofia de Mokiti Okada, capazes de transformar as pessoas materialistas em espiritualistas e as egoístas em altruístas, restituindo ao planeta o seu equilíbrio original.
O seu objectivo final é reconduzir a Humanidade a uma vida de acordo com a Lei da Natureza e construir uma nova civilização, alicerçada na verdadeira saúde, na prosperidade e na paz."

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