by **~~Love´s Alchemy~~**
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quarta-feira, 27 de abril de 2016

ESTE NÃO É O MOMENTO PARA DISCRIMINAÇÕES - Mensagem de Nidai-Sama



Todas as pessoas no mundo são filhos de Deus; portanto, Ele deseja ajudar a todas, quer tenham fé ou não.
Tempo virá em que todos crerão Deus e no seu Plano.
Os fiéis que já despertaram para a Sua Realidade e o Seu Plano, devem se inteirar das suas missões e guiar os ainda incautos e esclarecê-los, não permitindo que sintam a purificação total do mundo por ignorá-la.
Este não é momento para discriminações.
Temos que nos convencer que é Vontade de Deus salvar todo o seu povo e não apenas os mais esclarecidos e mais purificados, para o estabelecimento do Paraíso na Terra.
Há um provérbio que diz: "Se Deus salva os bons, porque não os maus também?" Essa é a Vontade de Deus. Lembremo-nos disso na atividade da Obra Divina! É agradável lidar com os que estão querendo ser ajudados, mas não nos esqueçamos dos que são de difícil acesso.
Quando é preciso, Deus nos envia força extra para superar qualquer barreira.
A falha em guiar outros por indolência ou preguiça, não oferece justificativa para o privilégio do servir, ou para as bênçãos recebidas com o Johrei.
Urge envidar agora os maiores esforços para auxiliar na purificação dos outros. A pessoa imbuída de verdadeira fé, jamais dirá: "Já trabalhei bastante. Agora está na hora de outras pessoas também trabalharem, porque eu também preciso cuidar dos meus interesses". Cada fiel, seja jovem ou adulto, deve se decidir à completa entrega na missão de purificação da Terra inteira, com determinação, para que a Obra de Deus progrida como deve e o mundo possa ser mais rapidamente aperfeiçoado."


Nidai-Sama


terça-feira, 12 de abril de 2016

O HOMEM DEPENDE DE SEU SONEN* - Ensinamento de Meishu-Sama



É realmente verdade que gratidão gera gratidão e lamúria gera lamúria. Isto acontece porque o coração agradecido comunica-se com Deus, e o queixoso relaciona-se com Satanás. Assim, quem vive agradecendo, torna-se feliz; quem vive lamuriando-se, caminha para a infelicidade.
A frase: "Alegrem-se que virão coisas alegres", expressa uma grande verdade.

Meishu-Sama, 3 de Setembro de 1949

* Sonen: A palavra Sonen não tem uma tradução directa para o português. Apesar de, até hoje, ter sido traduzida como Pensamento, na verdade, o seu siginificado é muito mais amplo e profundo.
Sonen = Razão + Sentimento + Vontade

quinta-feira, 7 de abril de 2016

FÉ É VIDA - Ensinamento de Nidai-Sama



Meishu-Sama afirma que o homem não deverá limitar a fé às suas atividades particulares, mas sim, dela fazer um sólido embasamento em outros campos de sua actuação tais como na política, economia, relações externas e actividades culturais. De outra forma, afirma Meishu-Sama, um novo mundo de verdadeira felicidade jamais se tornará realidade.

Isso nos ensina que a fé é a própria vida e que no sentido estrito da palavra, viver a fé, é muito mais importante do que compreendê-la do ponto de vista intelectual.

Nidai-Sama

quarta-feira, 6 de abril de 2016

FÉ PRATICADA DIARIAMENTE - Ensinamento de Nidai-Sama



O caminho para a fé é fácil e é também difícil porque não se chega a um ponto de fé inabalável em um dia. Como em tudo o mais, a prática é necessária e há vários estágios para se vencer, antes de alcançá-la permanentemente. O discernimento espiritual deve ser ampliado até que seja integrante de nosso ser. A fé deve ser praticada diariamente, ainda que não estejamos enfrentado problemas ou adversidades.
Se orarmos a Deus normalmente pelas manhãs e à noite, se nos dedicarmos de coração e alma aos nossos deveres quotidianos, conscientes de que foi Deus quem os reservou, receberemos Sua orientação e protecção. Através dessas práticas chegaremos a compreender que uma forte aliança com Deus tornará mais feliz cada momento da nossa vida.

Finalmente, quando chegamos a compreender que o Homem veio a este mundo para que possa ter efectiva participação no Plano de Deus para criação do Paraíso Terrestre e trabalhamos para esse fim como nosso mais importante objectivo na vida, tornamo-nos então profundamente felizes.

Mesmo quando se trata de uma vida simples, se vivida com fé, nela a pessoa terá Deus a seu lado. Tal vida é digna de respeito pois nela há dignidade e espiritualidade.


Algumas Práticas diárias:

- Orar a Deus de manhã e à noite
- Fazer os nosso deveres quotidianos com sentimento de dedicação
- Trabalhar para a construção do Paraíso Terrestre fazendo felizes as pessoas à nossa volta
- Viver com gratidão todos os momentos da nossa vida, mesmo os mais simples, sabendo que foi Deus que os reservou

É a prática da fé que nos liga a Deus.

terça-feira, 5 de abril de 2016

DEUS É JUSTIÇA - Ensinamento de Meishu-Sama



Não deixa de ser estranho falar, agora, que Deus é Justiça. Mas insisto nesse ponto porque não só o povo, mas também os fiéis e os ministros geralmente tendem a esquecê-lo.

Embora a nossa Igreja se dedique especialmente à prática da justiça e do bem, há alguns fiéis que se desviam do caminho certo e vagueiam sem rumo. Nessas ocasiões - torno a insistir - se eles desprezarem o sinal de advertência enviado por Deus, poderão sofrer terríveis consequências.

No início, sensíveis e agradecidas às graças e milagres recebidos, as pessoas se mostram devotadas, fervorosas na fé. Desde que esta seja sincera, as graças se fazem evidentes, o que torna essas pessoas respeitadas por todos. Como também são beneficiadas materialmente, na verdade elas deveriam sentir-se ainda mais gratas e dedicadas; entretanto, longe de pensarem na retribuição, muitas se acostumam com as graças, tornando-se orgulhosas e vaidosas. Os espíritos do mal, que estão sempre vigilantes, aproveitam essa oportunidade para conquistá-las, e começam a controlá-las a seu bel-prazer. Isso é realmente alarmante.

Satanás espreita principalmente as pessoas ambiciosas e fúteis. Sendo ele impotente contra a verdadeira fé, não há perigo para quem a possui. Isso se evidencia pela presença ou ausência de egoísmo. O homem que vive somente para Deus e a humanidade, sem pensar nos próprios interesses, não é atingido por Satanás. No entanto, quando as coisas começam a correr bem, ele pode tornar-se pretensioso, julgando ser um grande homem. Aí é que está o perigo, pois surge a ambição, e quanto mais ambicioso se torna o homem, mais ele procura engrandecer-se e mais poderes deseja conquistar. O facto é alarmante. Quando isso acontece, Satanás penetra no espírito da pessoa e acaba por dominá-la. É um poder passageiro; entretanto, como ocorre a cura de doenças e outros milagres, a vaidade é mais instigada ainda, chegando o vaidoso a se julgar a encarnação de alguma divindade.

Trata-se de uma tendência que pode ser claramente distinguida observando-se com atenção as atividades das religiões fundadas por esses pseudodeuses. Algumas se caracterizam pelo escasso amor e pela fé "Shojo", regida por preceitos extremamente rigorosos. Os que não obedecem a eles, vêem-se ameaçados de castigo, destruição ou morte, caso abandonem o grupo ou a Fé. São religiões ameaçadoras, que procuram impedir o desmembramento de sua organização. Se uma religião apresentar esses indícios, pode ser julgada como de carácter diabólico.

Torno a dizer que a fé verdadeira é "Daijo", liberal; portanto, nada impede que seja seguida ou abandonada. Além disso, ela é celestial, alegre e ativa, revelando vida. A religião que exige uma fé rigorosa e dogmática, age com heresia, é infernal. Devem acautelar-se principalmente quando houver o mínimo segredo que seja. Se uma religião disser, por exemplo: "Isso não pode ser dito aos outros, mas...". podem ter a certeza de que ela é herética. A religião correta e autêntica é a própria imagem da clareza, sem nenhum indício de sigilo ou mistério.

Meishu-Sama, 18 de março de 1950

terça-feira, 22 de março de 2016

RELIGIÃO CRIADORA DE PESSOAS FELIZES - Ensinamento de Meishu-Sama

RELIGIÃO CRIADORA DE PESSOAS FELIZES - Ensinamento de Meishu-Sama


A Religião não é nada mais do que a cristalização do amor de Deus para guiar os infelizes ao caminho da felicidade. Ninguém ignora que muitos lutam em vão para conseguir a felicidade almejada; raras são as pessoas que a conseguem, depois de uma vida inteira de lutas.


É de pouca utilidade colocar em prática a teoria que nos foi legada através de instrução e de biografias e leitura referentes aos exemplos de grandes personagens. A teoria bem formada merece admiração, mas todos sabem, por experiência própria, que é difícil pô-la em prática.

Tem-se como crédulo ou simplório aquele que age com honestidade; entretanto, se a pessoa procede diferente, cai no descrédito social e nas malhas da Lei. Por fim, o indivíduo não sabe como agir. O que os homens consideram bem-viver e se apressam por adoptar é a vida desonesta sob a a capa da honestidade. Os melhores adeptos dessa filosofia tornam-se os campeões dos bem-sucedidos, razão por que as pessoas tendem a seguir tais exemplos e o mal social não diminui.

Dizem que os honestos levam desvantagem, e tudo nos faz chegar a tal conclusão, a julgar pelo aspecto do mundo, de modo que quanto mais honesto for o indivíduo, tanto mais ele se arrisca a cair no conceito de "antiquado". Observa-se com frequência que os homens que proclamam a justiça são repelidos e fracassam na sociedade.

É enorme o meu esforço para manter constantemente o conceito de justiça diante de semelhante mundo. O homem comum escarnece das minhas palavras, que ele considera crendices. Julga-me caprichoso e covarde, porque não sou interesseiro. Sente-se importunado por enfrentarmos o mal e destemidamente escrevermos a respeito, e também pelo nosso rápido progresso. Ultimamente, porém, em vista da firmeza de atitude com que nos tem mantido, apesar de todas as pressões - atitude que visa unicamente o bem - está despertando certa consideração por nós no espírito das pessoas. Alegra-nos, acima de tudo, que a situação tenha abrandado, facilitando o nosso trabalho. Isso se deve à resistência que oferecemos a todas as perseguições, tendo Deus por nosso apoio, e ao facto de a Igreja Messiânica possuir o Johrei, inexistente nas demais religiões.

Felizmente, alcançamos a liberdade religiosa com o advento da democracia. O ambiente ficou favorável, em comparação com o do Japão anterior à Guerra, tornando possível, através da justiça, eliminar o mal e caminhar ao encontro do bem.

A seguir, tratarei do problema concernente à felicidade do Homem.

Naturalmente, o bem constitui a base da felicidade, sendo óbvio insistir sobre a necessidade de ele ter força suficiente para vencer o mal. Até agora, entretanto na sua maioria, as religiões careciam dessa força; por conseguinte não proporcionavam a felicidade desejada. Sendo assim, tiveram de pregar a iluminação para satisfazer o povo, no seu desejo de atingir pelo menos a paz espiritual, uma vez que não conseguiam obtê-la na totalidade, isto é, espiritual e materialmente. Ou então, pregaram a resignação, através do espírito de expiação e do princípio de não-resistência contra o mal. Criaram, portanto, a teoria da negação da graça na vida presente, o que explica ser classificada de superior a religião que visa a salvação do espírito, e de inferior aquela que consegue obter, também os benefícios do mundo. Mas essa teoria não passou de um recurso para determinada época. Darei exemplos.

Há pessoas que, embora torturadas por uma doença prolongada, dizem-se alegres, alegando estarem salvas quando na realidade estão apenas resignadas, sufocando os seus verdadeiros sentimentos. Isso é uma espécie de auto-traição. Por natureza, a verdadeira satisfação nasce com o restabelecimento da saúde, se for esse o caso.

Em todos os tempos, houve famílias que, não obstante o ardor de sua fé, não foram agraciadas materialmente, permanecendo vítimas de desgraças. Dessa forma, acabaram por se iludir, julgando que a essência da Religião só objectiva a salvação espiritual.

A Igreja Messiânica Mundial salva tanto o espírito como a matéria. Podemos afirmar que vai além disso. As obras de construção dos protótipos do Paraíso Terrestre em diversas localidades, assim como a construção de museus de arte que estamos realizando dependem inteiramente dos donativos dos fiéis.  igreja abomina a exploração, contando apenas com recebimento de donativo espontâneo. apesar disso, é realmente milagroso o facto de se conseguir a quantia necessária para o empreendimento de uma obra de tal envergadura. Isso prova a prosperidade dos fiéis. O donativo, longe de ser temporária, tende a aumentar, razão por que nunca me preocupei com dinheiro.

Na época em que apareceram as religiões antigas, os ensinamentos podiam ser de carácter limitado, de Fé Shojo, mas hoje a realidade é outra. tudo adquiriu carácter universal, de modo que é preciso uma organização grandiosa, para salvar a humanidade. Quanto maior a organização, maior o número de pessoas salvas. Por isso, ao tomar conhecimento dos seus objectivos, ninguém deixará de reconhecer a importância da nossa Igreja.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

DUAS TAREFAS AO MESMO TEMPO - Reminiscências de Meishu-Sama




Meishu-Sama sempre utilizava o tempo da melhor maneira possível, procurando empreender duas tarefas simultaneamente
Enquanto fazia caligrafias ou estudava Ate, alguém massageava-Lhe os ombros para aliviar o cansaço ou fazia a leitura dos jornais. 
Pode parecer, à primeira vista, que Meishu-Sama só conseguiu alicerçar a Obra Divina porque tinha um poder extraordinário. Mas foi aliando a Sua atenção para os detalhes do cotidiano, a perspicácia para os negócios e uma grande vontade de trabalhar que produziram os resultados alcançados atualmente.
Com o passar dos anos, o fundador de uma religião é normalmente adorado como um ser divino pelos seus seguidores devotados, considerados por outros, uma autoridade, e frequentemente citado em livros e conferências. Embora Meishu-Sama seja um ser de caráter Divino, era uma pessoa calorosa e familiar que abraçamos em nossos corações com muita proximidade. É verdade que Ele tinha uma qualidade espiritual especial e não podemos considerá-Lo do mesmo nível da maioria das pessoas. Antes da Revelação Divina, entretanto, Ele era simplesmente um ser humano que tinha atravessado inúmeras dificuldades desde a infância, sofrendo com a pobreza, doenças, adversidades e fracassos. foi depois de todas essas experiências com as quais Deus O estava 
preparando que Lhe foi revelada a Sua missão. Elas testaram Sua força e deram-Lhe uma profunda compreensão sobre os outros. 
Por isso, Ele nunca hesitou durante os primeiros anos de trabalho ou falhou com Seus seguidores. Muito pelo contrário, foi sempre um exemplo e uma inspiração para eles.

Reminiscência de Meishu-Sama por Sandai-Sama

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

OS JAPONESES E AS DOENÇAS PSÍQUICAS - Ensinamento de Meishu-Sama

OS JAPONESES E AS DOENÇAS PSÍQUICAS - Ensinamento de Meishu-Sama


Atualmente, as pessoas vivem falando sobre degradação moral, aumento de crimes, política deficiente, etc. Vou mostrar que tudo isso tem profunda relação com a doença psíquica. Em primeiro lugar, explicarei a verdadeira causa desse tipo de doença. Todos vão se surpreender, mas como se trata da própria Verdade, estou certo de que compreenderão, a menos que se trate de um doente mental.

A verdadeira causa da doença psíquica é física e, ao mesmo tempo, fenómeno de encosto. Para os homens da atualidade, que receberam uma educação materialista, talvez seja um pouco difícil entender isso, o que é plenamente justificável, pois lhe incutiram na mente que não se deve acreditar naquilo que não se vê. Porém, a Verdade é a verdade, mesmo que a neguem. Se disserem que o espírito não existe, por ser invisível, terão de concluir que também não existe o ar nem os sentimentos.

O espírito existe porque existe; o fenómeno de encosto também existe porque existe. Se não partirmos desse princípio, não poderei explanar a minha tese. Assim, é melhor que aqueles que negam firmemente a existência do espírito não a leiam. Há pessoas que nos julgam supersticiosos, mas para nós elas é que o são; portanto consideramo-las dignas de pena.

Mostrarei, a seguir, por que eu afirmo que a doença psíquica é um fenómeno de encosto.

Muita gente se queixa de ter o pescoço e os ombros enrijecidos. Creio mesmo que quase todos os japoneses se queixam disso. Aliás, pela minha longa experiência, posso afirmar que todas as pessoas apresentam esses sintomas. É raro alguém dizer o contrário, mas, em tais casos, o que acontece é que o pescoço e os ombros da pessoa se encontram tão rijos, que se tornaram insensíveis à dor. Esse enrijecimento constitui a verdadeira causa da doença psíquica. Posso imaginar o espanto e a surpresa dos leitores, mas creio que, com o desenrolar da explicação, vão acabar compreendendo.

Com o enrijecimento do pescoço e dos ombros, as veias que levam o sangue ao cérebro ficam comprimidas, causando anemia na parte frontal da cabeça. Aí está o problema, pois a anemia cerebral não se resume numa simples anemia. Como o sangue é espírito materializado, ela não é senão a falta de células espirituais que alimentam o cérebro, provocando o enfraquecimento espiritual, causa imediata da doença psíquica. Os espíritos aguardam essa oportunidade para encostar. A maioria é de animais como raposa, texugo e, mais raramente, cães e gatos, e sempre é um espírito desencarnado. Pode haver, também, encosto simultâneo de espírito humano e animal.

Analisando o pensamento humano, diremos que ele é constituído de razão, sentimento e vontade, os quais levam o homem à ação. A função da parte frontal do cérebro é comandar a razão, e a da parte posterior é comandar os sentimentos. Como prova disso, o amplo desenvolvimento da parte frontal da cabeça, nas pessoas de raça branca, indica a riqueza da razão; ao contrário, as de raça amarela possuem a parte frontal estreita e a parte posterior desenvolvida, indicando a riqueza de sentimentos. Todos sabem que a raça branca é a mais racional, e a raça amarela a mais emotiva. A razão e o sentimento estão sempre em luta dentro do homem. Se a razão vencer, não há falhas, mas a pessoa torna-se fria; se o vencedor for o sentimento ou a razão se expressarem em ação, seja grande ou pequena, necessita-se da vontade, a qual provém de uma função situada em determinado ponto da zona umbilical. Essa é a origem de todas as ações, e a união dos três elementos - razão, sentimento e vontade - constitui a trilogia do pensamento.

O enfraquecimento espiritual na parte frontal da cabeça provoca insónia. Esta, na maioria das vezes, é causada por pontos solidificados na zona occipital direita, que comprimem as veias. Como a insónia acelera o enfraquecimento espiritual, os espíritos aproveitam a oportunidade para encostar. A parte frontal da cabeça é a sede de comando do corpo, e o espírito, ocupando essa parte consegue dirigir livremente o indivíduo. Ele tem interesse em utilizá-lo à sua vontade, pois com isso se torna influente entre os companheiros. O ser humano nem pode imaginar como é grande esse interesse. Brevemente, baseando-me nas minhas observações, pretendo escrever sobre os espíritos de raposa.

(continua)
Meishu-Sama, 25 de setembro de 1949

RAZÃO - SENTIMENTO - VONTADE -> AÇÃO

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

DOENÇA E ESPÍRITO - Ensinamento de Meishu-Sama



Conforme já expliquei pormenorizadamente, a doença é o aparecimento e o transcurso do processo de purificação, mas convém saber que existem muitas doenças de origem espiritual. Muito se tem falado sobre isso desde tempos remotos, havendo mesmo certas religiões que afirma que quase todas as doenças têm origem espiritual. Através das pesquisas, entretanto, eu soube que a doença pode ser decorrente de ação espiritual ou processo purificador. Também descobri que entre os dois tipos há uma relação íntima e inseparável, pois o encosto de espírito enfermo limita-se ao local maculado do espiritual. Portanto, se este, pela dissolução das máculas, ficar purificado até certo grau, não só desaparecerá a doença do corpo material, mas também será impossível o encosto do espírito enfermo, e a pessoa se tornará saudável, física e espiritualmente.

5 de fevereiro de 1947

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

CONSCIÊNCIA PLENA DA VONTADE DIVINA - Reminiscências de Meishu-Sama


CONSCIÊNCIA PLENA DA VONTADE DIVINA - Reminiscências de Meishu-Sama

Recordo-me de que, embora parecesse bastante simples e natural, Meishu-Sama tinha consciência da Sua posição como religioso e vivia com base na verdade, com disciplina e bom senso.
Por muito tempo, eu julgava a pontualidade de Meishu-Sama como um hábito natural, uma característica de Sua personalidade.

Mais tarde, no entanto, percebi que Ele tinha se esforçado muito para se disciplinar.

Certa vez, Ele disse: “Como qualquer pessoa, às vezes, eu me sinto cansado e tenho vontade de descansar ao invés de trabalhar. Mas, se fizer isso, ao incentivar os membros a respeitar o horário, estarei mentindo!”Assim, aprendi que quando transmitia um Ensinamento aos outros era porque Ele sempre o seguia. Isso aumentou o meu respeito e gratidão por Ele. 

Meishu-Sama também costumava falar: “Atrapalhar o meu tempo é atrapalhar o trabalho de Deus”. Isso significa que, devido ao seu estado de perfeita união com Deus, Ele seguia uma autodisciplina bastante rigorosa. Afinal, se qualquer pessoa interrompesse a Sua programação, o Plano de Deus se atrasaria.

Acredito que Ele orientou-se, seguiu e cumpriu a Vontade de Deus no Seu dia a dia. Para quem pratica a fé é muito importante viver sempre de acordo com a Vontade de Deus. Mas, na prática, é difícil saber qual é essa vontade. Meishu-Sama orientava: “Basta fazer como eu faço. As coisas que não me agradam também não agradam a Deus, de forma que ser aprovado por mim significa ser aprovado por Ele.”

Assim, Meishu-Sama nos ensinava a Vontade Divina através das Suas práticas diárias.

Sandai-Sama

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

PAZ E SEGURANÇA - Ensinamento de Meishu-Sama



PAZ E SEGURANÇA - Ensinamento de Meishu-Sama


As pessoas acham que as expressões "paz" e "segurança" limitam-se apenas ao espírito, mas esse modo de pensar constitui um grande erro, uma vez que, para obtermos a verdadeira paz e segurança, não podemos excluir a matéria. Pensem bem: se houver uma que seja das três grandes desgraças - doença, pobreza, conflito - onde estará a paz? Quando as pessoas estiverem certas de que, durante toda a sua vida, não terão preocupações com doenças, não ficarão pobres, nem haverá a possibilidade de se envolverem em conflitos, aí sim, elas terão a verdadeira paz e segurança. Entretanto, no mundo contemporâneo, possuir essas três condições ao mesmo tempo não passa de utopia. Diríamos que provavelmente não existe uma pessoa sequer, no mundo inteiro, que possa afirmar possuí-las.
Observando este mundo, logo percebemos que nada ocorre conforme desejamos; as coisas más acontecem incessantemente, e as boas, só de vez em quando. O mundo em que vivemos é a própria imagem do inferno.
No que se refere à saúde, por exemplo, não sabemos quando vamos ficar doentes. Um simples resfriado pode acabar logo, como pode perdurar e gerar uma doença terrível. Portanto, não podemos estar despreocupados, pensando que um resfriado não é nada. Como diz a Medicina, os vírus estão por toda parte, e por isso é impossível saber a que hora um bacilo vai nos atacar. Consequentemente, as autoridades são muito exigentes em matéria de higiene, aconselhando-nos a conservar a limpeza, não comer nem beber em demasia, fazer gargarejo ao voltar da rua, lavar as mãos antes das refeições, tomar cuidado com os alimentos e outras medidas semelhantes. São tantas as advertências, que até ficamos saturados. Levar tudo isto em consideração é o mesmo que viver sob a constante ameaça de todos os tipos de perigos.
Quanto à pobreza e o aos conflitos, na maior parte dos casos provêm de problemas financeiros, que se originam do desequilíbrio entre o espírito e a matéria. Assim, é óbvio que, se não conservarmos o espírito e o corpo sadios, jamais conseguiremos a tranquilidade absoluta. Talvez as pessoas achem impossível consegui-la; contudo, se pudermos realmente obtê-la, não será uma maravilhosa Graça do Céu? Eu afirmo, sem qualquer sombra de dúvida, que é possível alcançar essa Graça.

Meishu-Sama, 10 de dezembro de 1952

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

BECO SEM SAÍDA - Ensinamento de Meishu-Sama

BECO SEM SAÍDA - Ensinamento de Meishu-Sama


Tanto os descrentes como os religiosos vivem a falar em crise. Isso demonstra que eles desconhecem a realidade das coisas.
Se é a crise que abre o caminho para o progresso, ela deixa de ser crise. Podemos compará-la à pausa para tomar fôlego, na corrida, ou aos nós do bambu. As varas do bambu se mantêm firmes devido à formação de nós no curso de seu desenvolvimento; se lhes faltassem nós, não apresentariam a sua reconhecida resistência. Quanto mais nós tem o bambu, mais forte ele é.
A natureza é sempre um bom exemplo. Observá-la minuciosamente facilita a compreensão da maioria das coisas.
Falávamos em crises que surgem naturalmente. Entretanto, existem muitas pessoas que entram em crise por falta de sabedoria e de capacidade para prever o futuro. Elas criam para si mesmas crises artificiais; ficam desnorteadas quando entram em um beco sem saída. Aconselho que todos atentem bem para este assunto, porque terão nele boas inspirações nos momentos críticos. Basta descobrir a falha que motivou a crise.
O homem precisa polir constantemente a sua inteligência. É por isso que os ensinamentos devem ser lidos tantas vezes quanto possível.

Meishu-Sama, 29 de outubro de 1952

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

PESSOA SIMPÁTICA - Ensinamento de Meishu-Sama



Talvez não exista nenhuma palavra que soe tão agradavelmente quanto "simpatia". Pensando bem, a simpatia é muito mais importante do que imaginamos, pois tem muita relação não só com o destino do indivíduo, mas também com a sociedade. Se alguém se tornasse simpático graças ao relacionamento com uma pessoa simpática e iso se fosse propagando continuamente, é óbvio que a sociedade se tornaria bastante agradável. Por conseguinte, diminuiriam os problemas, principalmente o conflito e o crime; espiritualmente criar-se-ia o Paraíso. Não existe meio melhor do que esse, pois não requer dinheiro, não é trabalhoso e pode ser posto em prática imediatamente.
Falando, parece muito simples, mas todos sabem que, na realidade, não é tão fácil assim, pois não basta que a simpatia seja apenas aparente. A verdadeira simpatia aflora do interior; é indispensável, portanto que a pessoa seja sincera de coração, o que depende de cada um. Em suma, a base da simpatia é o espírito do Amor ao Próximo.
Vou contar um pouco da minha experiência a esse respeito.
É engraçado eu mesmo falar destas coisas, mas desde pequeno, onde quer que eu fosse, quase nunca era malquisto ou antipatizado. Pelo contrário, era respeitado e amado na maioria das vezes. Então, pensando bem, concluí que tenho uma característica que me parece ser o motivo disso: sempre deixo os meus próprios interesses e a minha própria satisfação em segundo plano; procuro fazer, em primeiro lugar, aquilo que satisfaz os outros, aquilo que os deixa felizes. Ajo assim não por razões morais ou religiosas, mas naturalmente. Talvez seja da minha própria natureza. Em outras palavras, é até uma espécie de hobby para mim. Por essa razão, muitos dizem que tenho uma natureza privilegiada, e é possível que tenha mesmo.
Depois que me tornei religioso, esse sentimento aumentou ainda mais. Quando vejo uma pessoa sofrendo por doença, não consigo ficar tranquilo; tenho vontade de curá-la a qualquer custo. Então ministro-lhe Johrei, e ela fica curada e feliz. Ao ver a sua alegria, esta se reflete em mim e eu me sinto feliz também. Por esse motivo, criei inúmeros problemas no passado e sofri muito. Mesmo quando achava que nada poderia fazer por uma pessoa e que deveria parar de dar-lhe assistência, a pedido insistente e até súplicas da própria pessoa e de sua família, eu cedia e continuava indo visitá-la, ainda que fosse longe. Gastava tempo e dinheiro, e, no final, o resultado era ruim, desapontando os familiares do doente. Muitas vezes, cheguei até a ser odiado. Toda vez que isso acontecia, eu me censurava, achando que deveria tornar-me mais frio.
Como essa minha característica também foi de muita ajuda para a construção do protótipo do Paraíso Terrestre e do Museu de Belas-Artes, creio que ela me tenha sido atribuída por Deus. Quando vejo uma magnífica obra de arte ou uma paisagem maravilhosa, não sinto vontade de apreciá-las sozinho e até fico melindrado; nasce em mim o desejo de mostrá-las a um grande número de pessoas, para alegrá-las. Dessa forma, minha maior satisfação é alegrar o próximo, o que me faz ficar alegre também.

Meishu-Sama, 21 de abril de 1954

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

TREINO DE HUMILDADE - Ensinamento de Meishu-Sama



Na vida, o treino de humildade é importante, constituindo uma pratica tradicional entre os religiosos. Observamos, entretanto, que falta humildade a muitos pregadores. Os velhos axiomas "O falcão inteligente oculta as garras" e "Quanto mais carregada de grãos, mais se curva a espiga" referem-se à humildade.
Orgulho, mania da grandeza, pedantismo e vaidade produzem efeitos negativos. O ponto fraco do ser humano é gosta de se exibir, tão logo comece a se elevar socialmente. Por exemplo, quando um homem que exerce uma profissão comum passa a ser respeitado dentro da vida religiosa, recebendo uma função de destaque, sendo chamado de "professor", "ministro", etc., poderá indagar a si próprio: "Será que sou tão importante?"
De início, ele se sentirá emocionado, feliz agradecido. Com o tempo, no entanto, terá ânsia de ver reconhecida a sua importância. até então tudo ia bem, mas, com esse novo pensamento, a pessoa começará a se tornar impertinente e desagradável, embora não tome consciência do que lhe ocorre.
Deus desaprova a presunção. Empurra as pessoas nas conduções, no meio da multidão, enfim, em qualquer lugar, para obter situação privilegiada, é falta de humildade, é uma atitude desprezível, que revela egoísmo.
Formar uma sociedade harmoniosa e agradável foi, em todas as épocas, ideal da verdadeira Democracia.

Meishu-Sama, 25 de janeiro de 1949

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

TEMPO É DEUS - Ensinamento de Meishu-Sama

Tempo é Deus - Ensinamento de Meishu-Sama


Tudo que existe, inclusive o que se relaciona ao Homem, é regido pelo Tempo. A delimitação do apogeu e da decadência subsequente, das mudanças históricas, das definições do bem e do mal, da justiça e da injustiça, tudo está subordinado a ele. Por esse motivo, o que agora é um bem daqui a alguns anos poderá ser um mal, e aquilo que hoje é considerado verdade poderá ser desprezado amanhã, por tornar-se falso. O passado nos mostra que as coisas que atualmente estão no apogeu um dia infalivelmente entrarão em decadência. Assim, pode-se dizer que não existe verdade nem mentiras absolutas, havendo mesmo um antigo provérbio que afirma que a justiça e a injustiça são como se fosse uma coisa só. Ambos conceitos, sem qualquer sombra de dúvida, são verdades.
Antes do término da Segunda Guerra Mundial, acreditava-se que não havia nada superior ao amor e à lealdade à Nação e ao Imperador. Mas como vivem, presentemente, aqueles japoneses que fizeram da vida um brinquedo? O resultado foi completamente contrário ao que se esperava: eles vivem agonizando sob trágico destino, de modo que o povo deve ter compreendido o quanto eles estavam errados.
É claro que a reviravolta ocorrida no fim da guerra foi obra do Tempo. A História não muito remota nos mostra outros exemplos. Com o advento das inovações trazidas pela Era Meiji, todos os senhores feudais, assim como os seus lugares-tenentes e outros elementos da Era Tokugawa perderam as suas posições. Até o cargo de ministro de Estado foi assumido por um homem do povo, quase desconhecido, o que lembra muito a situação atual. Mas como deverá ser encarada a decadência das classes privilegiadas, como as famílias imperais, os nobres e os milionários? Naturalmente, como obra do Tempo. Segundo os ensinamentos da fundadora da Igreja Oomotokyo, "nem Deus pode vencer o Tempo". Esta frase encerra uma profunda sabedoria e diz tudo. Por isso pensamos não haver nenhuma inconveniência em afirmar que o Tempo rege tudo o que existe sobre a Terra.
Pelas razões aqui expostas, não posso deixar de pensar que os homens precisam de ter muito mais interesse por essa categoria absoluta denominada TEMPO.

Meishu-Sama, 25 de junho de 1949 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O CULTIVO DA AGRICULTURA NATURAL - Reminiscências de Meishu-Sama


Enquanto Meishu-Sama viveu no Hozan-so em Tamagawa, plantou mudas de flores, chá e legumes no amplo terreno da propriedade. Utilizando um espaço em que havia água corrente, transformou-a num arrozal. Além disso, preparou uma pequena horta, em que plantava várias verduras, aproveitando para estudar a consistência e a natureza química do solo. Ele mesmo fazia 
parte do trabalho, estimulando, dessa forma, os jovens à prática agrícola.

No começo, não demos muita atenção a esse projecto. Mais tarde, percebemos que Meishu-Sama, se dedicava a ele com muito empenho e carinho quando estava livre. Na verdade, estava trabalhando de acordo com um plano bastante profundo.

“Este é um produto cultivado pelo processo natural. Não é delicioso?” – perguntou-nos orgulhoso depois que a primeira safra chegou. Os produtos eram realmente bons e saborosos. Foi somente depois de muitos anos de estudo, realizando pesquisas, que Meishu-Sama chegou à conclusão de que o seu método natural de cultivo era o melhor. Por isso, começou a difundi-lo amplamente na sociedade, o que gerou a Associação para Expansão da Agricultura Natural. As Suas ideias foram adoptadas por muitos fazendeiros, membros e não membros em todo o país.

Nidai-Sama

A VONTADE DE ALEGRAR AS PESSOAS - Reminiscências de Meishu-Sama


Meishu-Sama sempre aguardava ansiosamente a visita do mestre de cerimónia do chá, da escola Kankyu-An, de quem eu era aluna. Ele preparava pessoalmente os utensílios a serem utilizados durante a cerimónia, assim como as flores. O Seu perfil se encaixava perfeitamente no de um praticante dessa arte, embora Ele não o fosse. Mas, no exacto momento de saborear o chá, Ele sempre estava lá.

Assim que o mestre chegava para me ministrar a aula, Meishu-Sama mostrava-lhe os objectos de arte recém-adquiridos. Pedia explicações sobre quadros antigos de caligrafias e perguntava como se liam os ideogramas. Descontraidamente, o meu professor fornecia informações, elogiava as peças e, algumas vezes, fazia restrições a certas obras. Ensinava-Lhe, portanto, sem nenhum rodeio. 

Meishu-Sama ficava feliz quando conhecedores do assunto apreciavam as obras por Ele coleccionadas. Sentia-se motivado quando pessoas, como o mestre do Kankyu-An ou o mestre de Nagauta (espécie de poema longo cantado, bastante popular na Era Edo; canta-se acompanhado por um Shamisen, instrumento de cordas), Kozaburo Yoshizumi, se deleitavam com as peças da sua colecção.

Ele não as exibia logo, gostava de criar um clima antes de apresentá-las. No início, como eu desconhecia essa estratégia, antecipava-me e as mostrava aos convidados. Visivelmente zangado, Ele dizia: “Há uma ordem a ser seguida. Você não pode agir por conta própria!” Era como se houvesse um roteiro pré-estabelecido: primeiramente, despertava a curiosidade do “espectador”; em seguida, explicava sobre o “espectáculo” e, no momento adequado, apresentava a “peça”.

Meishu-Sama também era sempre rigoroso ao nos ensinar o correcto manuseio das obras. Éramos repreendidos, por exemplo, quando não tínhamos o devido cuidado com as peças de Maki-e (artesanato em laca).  

Nidai-Sama

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

UM FACTO MISTERIOSO E PROFUNDO


Em 1961, por ocasião da minha visita missionária ao sudeste do Japão, enquanto proferia uma palestra sobre Meishu-Sama numa Igreja, uma vidente disse ter visto uma bola sair de dentro de 
mim e transformar-se na figura de Meishu-Sama, que andou em direcção à Sua fotografia. 
Segundo ela, Ele trajava belas vestimentas cinza claro com desenhos de nuvens, bordados em dourado. Sorria o tempo todo e ouvia minhas palavras com ar de aprovação. Isto significa que a minha alegria se transforma imediatamente na alegria de Meishu-Sama.

Nidai-Sama

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

PROFUNDO AMOR ALTRUÍSTA - Reminiscências de Meishu-Sama


Meishu-Sama era bastante rigoroso com os familiares e servidores, combinando a firme atitude de um pai consciencioso com a atitude carinhosa de uma mãe dedicada. Isso gerava uma impressão agradável a todos que O conheciam.
Independentemente da situação ou de quem estivesse envolvido, Ele não admitia o favoritismo nem atitudes ambíguas. Jamais era parcial. Também não deixava passar algo despercebido. Se alguém cometesse alguma falha, Meishu-Sama repreendia com firmeza, demonstrando a profundidade do Seu amor altruísta. A Sua bondade, carinho e sinceridade de ajudar os outros a crescer era captado por quem fosse repreendido. Assim, ao invés de se abater por muito tempo ou ficar aborrecida, a pessoa sentia sincera gratidão por ter-lhe sido mostrado o caminho correcto e logo readquiria o ânimo para se empenhar mais eficientemente.
Ainda hoje me recordo de suas palavras, do seu sotaque claro e preciso, típico das pessoas naturais de Tóquio, e de suas brincadeiras irónicas no estilo de Bernard Shaw (1856-1950) – dramaturgo e escritor irlandês, um dos maiores nomes da literatura inglesa, cotado como um dos melhores críticos teatrais de sua geração). As lembranças ressurgem vivamente, estando gravadas em minha memória como uma grande saudade.

Nidai-Sama

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

ESPÍRITO FORTE E INDEPENDENTE - Reminiscências de Meishu-Sama



Se por um lado, Meishu-Sama tinha uma constituição física frágil e delicada, por outro possuía um espírito forte e independente. Desde a infância, Ele manifestava uma sobrenatural espiritualidade. Também possuía orelhas que fugiam ao padrão comum. No Japão, acreditava-se que quem tivesse os lóbulos das orelhas grandes e cheios, nascia sob “boa estrela” e teria sorte na vida.

Por conhecer estas prerrogativas, o dono de um grande moinho em Asakusa, desejando preservar a sua fortuna aos descendentes, pediu a Meishu-Sama que se casasse com a sua filha, tornando-se um yooshi (homem que, pelo casamento, passa adoptar o sobrenome da esposa).

Ele rejeitou de forma irredutível as ofertas desse senhor, causando um grande desapontamento aos Seus parentes. A sua resposta foi categórica: “Eu nunca mudarei o meu sobrenome e, sozinho, estou determinado a ter meu próprio lar e construir algo valioso”. Esta recusa demonstrou o Seu espírito forte e a concepção de objetivos elevados para a Sua vida.

Com o passar do tempo, apesar da saúde precária, Ele conseguiu descobrir o segredo de como alcançar o sucesso dignamente. Num aprimoramento constante, leu muito, estudou vários temas, aprofundou-se em estudos filosóficos, assistiu a conferências, etc. Como lhe incomodava a situação infeliz para a qual a sociedade estava caminhando, contribuía mensal e significativamente para o Exército da Salvação, em apoio às atividades filantrópicas desenvolvidas pela entidade. Certa vez, foi questionado por um alto oficial do Exército da Salvação do Japão, Sr. Gunpei Yamamuro: “Por que o senhor contribui mensalmente com um valor tão substancial para o Exército da Salvação se nem mesmo é cristão?” Ao que Meishu-Sama respondeu: “Porque vocês trabalham pelo bem da humanidade”. Demonstrava, assim, com exemplos, a Sua constante preocupação e amor ao próximo. Ele empenhava-se constantemente em melhorar a sorte dos outros.

Um exemplo disso aconteceu quando Ele estava preparando-se para devotar a Sua vida exclusivamente às atividades espirituais: dividiu generosamente entre os Seus empregados, a Sua loja de miudezas, que vinha desenvolvendo com sucesso e que era fruto de um árduo trabalho de muitos anos. Desde a infância, pressentia-se que Meishu-Sama se tornaria um grande Líder Espiritual, o que se concretizou com a fundação da Igreja Messiânica Mundial em 1º de Janeiro de 1935.


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