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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

BECO SEM SAÍDA - Ensinamento de Meishu-Sama

BECO SEM SAÍDA - Ensinamento de Meishu-Sama


Tanto os descrentes como os religiosos vivem a falar em crise. Isso demonstra que eles desconhecem a realidade das coisas.
Se é a crise que abre o caminho para o progresso, ela deixa de ser crise. Podemos compará-la à pausa para tomar fôlego, na corrida, ou aos nós do bambu. As varas do bambu se mantêm firmes devido à formação de nós no curso de seu desenvolvimento; se lhes faltassem nós, não apresentariam a sua reconhecida resistência. Quanto mais nós tem o bambu, mais forte ele é.
A natureza é sempre um bom exemplo. Observá-la minuciosamente facilita a compreensão da maioria das coisas.
Falávamos em crises que surgem naturalmente. Entretanto, existem muitas pessoas que entram em crise por falta de sabedoria e de capacidade para prever o futuro. Elas criam para si mesmas crises artificiais; ficam desnorteadas quando entram em um beco sem saída. Aconselho que todos atentem bem para este assunto, porque terão nele boas inspirações nos momentos críticos. Basta descobrir a falha que motivou a crise.
O homem precisa polir constantemente a sua inteligência. É por isso que os ensinamentos devem ser lidos tantas vezes quanto possível.

Meishu-Sama, 29 de outubro de 1952

quinta-feira, 30 de julho de 2015

CEDA PARA CONQUISTAR: Ensinamento de Meishu-Sama

CEDA PARA CONQUISTAR: Ensinamento de Meishu-Sama



“Seja flexível para conquistar” é uma regra de ouro. Pode ser difícil praticá-la, mas devemos treinar a nossa índole e educar a nossa mente nesse sentido. Em alguns casos, é preferível aparentar ignorância ou mesmo perder uma discussão. Qualquer possível humilhação ficará gravada apenas na mente e por um período temporário. Com o passar do tempo, a outra pessoa pode começar a compreender a verdadeira situação e mudar de atitude. Pode pensar: “Eis uma pessoa sincera”, começar a acreditar em si e até mesmo a admirá-lo. Tendo aparentemente vencido uma discussão, o seu adversário torna-se inseguro por não fazer ideia do que você tem em mente. Assim, o derrotado se torna vencedor e é por isso que, às vezes, é preferível deixar que os outros persistam em suas ideias.
Tentar impor as nossas opiniões é uma psicologia inábil. Ainda que estejamos certos, não devemos desnecessariamente insistir em argumentos a nosso favor. Aprendendo a ceder em determinadas circunstâncias, acabaremos vencendo, porque nos ativémos ao que é justo e verdadeiro.
Algumas vezes, quando as pessoas se dedicam a algo importante, pensam que isso requer esforço, resistência e concentração. No entanto, quando opomos resistência, o nosso poder interno se restringe, ao passo que, quando assumimos uma postura descontraída, ele circula livremente. O mesmo princípio se aplica ao Johrei. Quanto mais relaxada mantivermos a mente e as mãos, mais sintonizados estaremos e mais eficiente será o Johrei.
Os grandes generais sabem como e quando retirar-se de uma batalha. Permanecer correndo risco desnecessário é uma táctica errónea e não constitui verdadeira coragem. O que importa é o resultado final.
Muitas pessoas obtêm resultados contrários à sua expectativa, porque o caminho do mundo é geralmente muito diferente do caminho da verdade.
Quando iniciei a Igreja Messiânica Mundial, costumava dizer aos membros que trabalhassem tão discreta e silenciosamente quanto possível. Alguns sugeriram que se fizesse propaganda na imprensa, mas nunca fiz. Muitas pessoas tendem a atingir os seus objectivos empregando os efémeros sistemas materiais, assim como procuram nos remédios, alívio temporário para as enfermidades. Num trabalho verdadeiramente espiritual, devemos aspirar ao verdadeiro e eterno, e não ao falso e transitório.
 Meishu-Sama

terça-feira, 28 de julho de 2015

A NOSSA RELIGIÃO E O UNIVERSALISMO: Ensinamento de Meishu-Sama



Observando o mundo actual, constatamos a existência de pessoas que, dizendo-se esquerdistas, direitistas ou neutras, vivem criando conflitos. É fácil o aparecimento de choques, entre esses grupos, em virtude de cada um se firmar em sua ideologia e tentar impô-la aos demais. Existem alguns cujo propósito é justamente provocar tais choques, mas isso não vem ao caso no momento.
Após a Segunda Guerra Mundial, o objectivo do povo japonês é a democracia, que, obviamente, visa o máximo de felicidade para o maior número de pessoas. Entretanto, se cada um insistir em suas ideologias e “ismos”, isso resultará em conflitos e, ao invés de se proporcionar felicidade às pessoas, se estará acarretando o máximo de desgraças. Quem o diz não sou eu apenas. Dentro do quadro social da actualidade, é uma tendência que realmente aparece clara em todos os sectores. Vejamos, por exemplo, os partidos políticos. Num mesmo partido, existem alas, ocorrem choques entre seus componentes, devido à diferença de pontos de vista, e há sempre o perigo de desagregação. Qualquer coisa que fuja a esses pontos de vista é considerada como inimiga, por isso não é fácil manter-se a coesão do partido. Planeia-se derrubar gabinetes que acabaram de ser compostos e até se insiste para que um gabinete formado apenas há dois ou três meses concretize as medidas políticas propostas por ocasião das eleições.
Raciocinemos. Por melhor que seja um político, é impossível ele cumprir suas promessas no prazo de seis meses ou mesmo um ano. É por esse motivo que o Gabinete Japonês muda tão rapidamente que nem dá tempo para esquentar as cadeiras. Nesse aspecto, assemelha-se ao da França. Na Inglaterra, o gabinete trabalhista saiu-se muito mal no primeiro ano de posse; se fosse no Japão, seria fortemente criticado, mas a tolerância dos ingleses é de facto extraordinária. Chegou a impressionar-nos a confiança que eles depositaram em Sir Attlee e a paciência com que ficaram aguardando os resultados. Passado o referido período, as coisas começaram a melhorar. Hoje em dia, parece que a situação da Inglaterra é muito boa, inclusive economicamente.
Nos Estados Unidos acontece o mesmo. Como o mandato presidencial é de quatro anos, é possível fazer uma política arrojada. Vencedores da Segunda Guerra Mundial, os americanos demonstraram grande tranquilidade económica, logo após o término do conflito, quando deram aquele magnífico exemplo que foi o Plano de Salvação da Europa e do Leste Asiático. Isso se deveu também às quatro eleições consecutivas do Presidente Roosevelt, o qual, governando durante dezesseis anos, pode tomar medidas ousadas, tendo obtido bons resultados.
Como expus anteriormente, a realidade actual do Japão é que ele não consegue deixar de comportar-se como país bitolado. Portanto, neste momento, todos os japoneses devem empenhar-se, antes de mais nada, em cultivar o espírito de tolerância. É aquilo de que mais necessitamos.
Se o objectivo da nossa Igreja é a construção de uma sociedade sem conflitos, primeiramente precisamos livrar-nos do estreito sentimento de orgulho que nos faz menosprezar os outros. Torna-se necessário caminharmos sem levar em conta se os ideais são da esquerda, da direita ou do meio, mas fundindo-os num ideal grande e nobre, que abranja tudo e ao qual se possa realmente chamar de mundial. Baptizamo-lo de Universalismo.
Meishu-Sama, 8 de abril de 1949


segunda-feira, 27 de julho de 2015

FÉ MESSIÂNICA: Ensinamento de Meishu-Sama





Tudo, na vida humana, principalmente a nossa fé, tem de ser versátil (“enten-katsudatsu”), livre e desimpedido (“jiyu-mugue”). “Enten” significa “a roda gira”. Se a roda possui arestas, não pode girar. Com muita razão se diz: “Aquela pessoa perdeu as arestas porque sofreu muito.”
Entretanto, mais do que possuir arestas, existem pessoas que se assemelham ao “konpeito” (doce cheio de ângulos). Ao invés de rodarem, vivem se enroscando em toda parte. Há outras que sofrem dentro do próprio molde por elas criado, o que é desculpável, quando se limita a elas próprias; mas há quem considere boa acção atormentar o próximo, encurralando-o dentro desse molde.
Os exemplos que citamos são característicos da fé “Shojo” e não se limitam à Religião. A vida dessas pessoas cheira a mofo e causa náuseas.
“Jiyu-mugue” significa “não criar formas, normas e mandamentos” e, por extensão, “ser completamente livre de todas as limitações”. Devo lembrar-lhes que não se trata de egocentrismo, e sim, da liberdade que respeita a liberdade alheia.
Sendo “Daijo”, a Fé Messiânica difere muito da fé “Shojo”, cujos preceitos são tão rigorosos que ela própria não consegue cumpri-los. Eles são cumpridos apenas superficialmente, não na sua essência. Essa duplicidade de acção gera fracasso e, ao mesmo tempo, constitui um mal, porque dá origem à hipocrisia. Assim sendo, as pessoas de fé “Shojo” são aparentemente boas, mas interiormente ruins. Ao contrário, as de fé “Daijo” sentem-se mais livres, alegres, sem necessidade de camuflagem, porque sabem respeitar a liberdade humana; nelas, a hipocrisia não tem lugar. Esta é a verdadeira e grata Fé Messiânica.
Em outras palavras, as pessoas de fé “Shojo” sofrem de mania de grandeza, tornam-se megalomaníacas, porque caem, sem querer, na hipocrisia. Isso as torna insuportáveis e antipáticas. Além disso, elas diminuem-se, ao invés de engrandecer-se. Chamamos de “homem limitado” a esse tipo de pessoa.
Na ocasião de levantar alguma construção, por exemplo, divirjo sempre do operário que se preocupa somente com a beleza exterior. Como isso, de certo modo, causa má impressão, faço-o corrigir as suas falhas. O mesmo se aplica aos homens. Os que procuram ser modestos, são sempre mais respeitados, porque parecem mais nobres. Portanto, os que professam a nossa Fé, devem tornar-se alvo de um respeito sincero.


Meishu-Sama, 20 de abril de 1949

quinta-feira, 23 de julho de 2015

LUZ DA INTELIGÊNCIA: Ensinamento de Meishu-Sama

"A profundidade da inteligência depende da força da sinceridade." Meishu-Sama


Todos se referem à inteligência como se fosse uma coisa única. Mas ela pode ser de vários tipos, apresentando diferentes níveis de profundidade.
Dentre as inteligências, as mais elevadas são: a Divina, a sagrada e a superior. Precisamos aprofundar a nossa própria fé, a fim de cultivá-las. Elas surgem quando possuímos espírito correcto, que admite a existência de Deus. Quando há esforço baseado na virtude, esses aspectos superiores da inteligência se desenvolvem, e a recompensa será a verdadeira felicidade.
Em nível mais baixo, estão as inteligências calculista, ardilosa, satânica e outras, que nascem do mal. Todos os criminosos servem como exemplo. Os delinquentes intelectuais, especialistas em fraudes, possuem-nas em alto grau. Os conhecidos “heróis” de sucesso passageiro nada mais são do que portadores, em ampla escala, dessas inteligências nocivas.
É interessante notar que quanto maior for a inteligência do bem, mais profunda ela é; quanto maior a inteligência do mal, mais superficial. Basta analisar a vida dos criminosos, desde épocas remotas, para verificar o que estamos dizendo. Eles fazem planos aparentemente perfeitos, mas que, na prática, apresentam alguma falha. É essa falha que torna público e notório o seu fracasso. Por conseguinte, se o homem deseja crescente prosperidade, deve fazer esforços para aprofundar sua inteligência.
A profundidade da inteligência depende da força da sinceridade. Assim, conclui-se que o homem cuja fé não é correcta, nada conseguirá. Tão logo seja aceita essa teoria, desaparecerão os males da sociedade.
O homem de hoje é superficial. Isto pode ser facilmente observado por quem examina os vários campos da actividade humana. Os políticos, por exemplo, só se ocupam de assuntos imediatos; qualquer outro é negligenciado até que tome vulto. Suas providências assemelham-se aos remédios alopatas: combatem os efeitos e não as causas. Ora, todo problema surge porque existe uma causa; nada acontece sem motivo.
A inteligência superficial não consegue prever o futuro, ficando impossibilitada de estabelecer uma verdadeira política. No jogo de xadrez, o mestre ganha a partida porque “enxerga” os lances subsequentes; o novato é derrotado porque não os prevê.
Neste sentido, o homem deve conscientizar-se de que precisa cultivar as inteligências de nível superior, pois, sem elas, não obterá o verdadeiro êxito. E devemos compreender que a Fé é o único meio para adquiri-las.

Meishu-Sama, 25 de maio de 1949

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