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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A LEI DA NATUREZA (LEI DA GRANDE HARMONIA) E A MISSÃO DA FILOSOFIA DE MOKITI OKADA


"Durante três mil longos anos, a Humanidade tem vindo a afastar-se cada vez mais da Lei da Natureza, que é a Lei do Universo, a Vontade de Deus, a Verdade.
Movido pelo materialismo, que o faz acreditar apenas naquilo que vê, e pelo egoísmo, que o leva a agir de acordo com a sua própria conveniência, o Homem tornou-se prisioneiro de uma ambição desmedida e inconsequente e vem destruindo o equilíbrio do planeta, criando, para si e para o seu semelhante, desarmonia e infelicidade.
As graves consequências do desrespeito às Leis Naturais podem ser verificadas na agricultura, na medicina, na saúde, na educação, na arte, no meio ambiente, na política, na economia e em todos os demais campos da actividade humana. Esta situação atingiu já o seu limite. Se continuar a agir assim, certamente que o Homem acabará por destruir o planeta e por se destruir a si próprio.
A Filosofia de Mokiti Okada tem o objectivo de despertar a Humanidade, alertando-a para essa triste realidade. Ela cultiva o espiritualismo e o altruísmo, faz o Homem acreditar no invisível e ensina que existem espírito e sentimento não só no ser humano, mas também nos animais, nos vegetais e nos demais seres.
A Difusão do Johrei, o desenvolvimento da Agricultura Natural e a divulgação do Belo são práticas básicas da filosofia de Mokiti Okada, capazes de transformar as pessoas materialistas em espiritualistas e as egoístas em altruístas, restituindo ao planeta o seu equilíbrio original.
O seu objectivo final é reconduzir a Humanidade a uma vida de acordo com a Lei da Natureza e construir uma nova civilização, alicerçada na verdadeira saúde, na prosperidade e na paz."

sábado, 10 de outubro de 2015

A ADVERTÊNCIA DOS ANTEPASSADOS: Ensinamento de Meishu-Sama


Os antepassados desejam a felicidade de seus descendentes e a prosperidade de sua linha familiar. Por conseguinte, não negligenciam sua guarda um instante sequer, impedindo-os de cometerem erros e pecados, ou seja, evitando que trilhem o mau caminho. Se um descendente, induzido pelo demónio, comete uma má acção, aplicam-lhe castigos na forma de acidentes ou doenças, não só como advertência mas também para a limpeza dos pecados cometidos anteriormente. No caso do enriquecimento ilícito por parte do descendente, fazem com que este tenha prejuízos, ocasionando, por exemplo, um incêndio ou outras formas de perda, que lhe esgotam a fortuna. Conforme o pecado, aplica-se também a doença como processo de purificação.
Suponhamos que uma criança contraia gripe. Uma gripe comum seria facilmente solucionada através do JOHREI; nesse caso, entretanto, não se verificam bons resultados. A criança tem vómitos frequentes, perda de apetite, acentuado enfraquecimento em poucos dias e acaba morrendo. É uma situação estranha, que se enquadra justamente no que falamos acima: advertência dos antepassados. As causas podem ser várias, entre elas o relacionamento amoroso do pai com outra mulher. Se ele não perceber na primeira advertência, poderão ocorrer-lhe sucessivas perdas de filhos. Estes são sacrificados por um prazer passageiro; trata-se, portanto, de uma conduta bastante reprovável. Os antepassados evitam sacrificar o chefe da família por ser ele o seu sustentáculo, de modo que os filhos tomam o seu lugar.
Vejamos outro exemplo. O chefe de uma família, homem de aproximadamente quarenta anos, nunca havia rezado perante o oratório de antepassados que havia em sua casa. Sua filha, preocupada, conversou com um tio, irmão do pai, e transferiu o oratório para a casa dele. Pensando no futuro, o tio foi à casa do irmão e pediu-lhe que reconhecesse, por escrito, a transferência do oratório, que havia sido transmitido por várias gerações e que estava agora sob a sua guarda. O irmão concordou, mas, quando pegou a caneta, sua mão começou a tremer em espasmos, sua língua contraiu-se e ele não conseguiu mais falar nem escrever. Tentaram vários tratamentos sem nenhum resultado, e por fim vieram a um discípulo meu em busca de cura. Lembro-me de ter ouvido dele a história que a filha desse homem lhe contara. No caso em questão, os antepassados não admitiram que o oratório fosse retirado definitivamente da casa do primogénito, que, por tradição, deveria guardá-lo. Se isso acontecesse, a linhagem da família ficaria alterada, podendo, então, ocorrer a sua extinção.

Meishu-Sama, 5 de fevereiro de 1947

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A CAUSA DAS DOENÇAS E O PECADO - Ensinamento de Meishu-Sama


A causa das doenças são os nódulos constituídos pela mistura de sangue sujo e pus, os quais se formam como reflexos das máculas do espírito. Mas de onde surgiram e como vieram essas máculas? Elas se originam dos pecados.
Há dois tipos de pecados: os gerados nesta vida e os hereditários. Estes últimos são o acúmulo global dos pecados cometidos por muitos antepassados; os primeiros representam a soma dos actos pecaminosos praticados pela própria pessoa.
Nós que vivemos actualmente, não somos seres surgidos do nada, sem relação com nada. Na verdade, representamos a síntese de centenas ou milhares de antepassados e existimos na extremidade desse elo. Somos, portanto, seres intermediários de uma sequência infinita, formando uma existência individualizada no tempo. Em sentido amplo, somos um elo da corrente que une os antepassados com as gerações futuras; em sentido restrito, somos uma peça como a cunha, destinada a firmar a ligação entre nossos pais e nossos filhos.
Para explicar as doenças causadas pelos pecados dos antepassados, preciso falar sobre a vida após a morte, isto é, sobre a constituição do Mundo Espiritual.

Ao deixar este mundo e passar pelo portão da morte, o homem tem de despir a roupa denominada corpo. Este pertence ao Mundo Material, e o espírito, ao Mundo Espiritual. Quando o corpo, devido à doença ou à idade avançada, torna-se imprestável, o espírito abandona-o e vai para o Mundo Espiritual. Aí ele deve se preparar para renascer no Mundo Material, ou seja, reencarnar. Este preparo constitui o processo da purificação do espírito.
A maior parte das pessoas carrega uma quantidade considerável de máculas, originadas dos pecados. Assim, quando são submetidas ao julgamento do Mundo Espiritual, feito com absoluta imparcialidade, a maioria acaba caindo no Inferno. Devido ao sofrimento da pena imposta, o espírito vai pouco a pouco se elevando, mas os resíduos da purificação dos pecados fluem contínua e incessantemente para os seus descendentes que vivem no Mundo Material. Isso é como uma lei redentora, baseada na causa e efeito, em que o descendente – resultado da soma global dos seus antepassados – arca com uma parte dos pecados cometidos por eles. Trata-se de uma Lei Divina inerente à criação; por conseguinte, o homem não tem outro recurso senão obedecer a ela. Esses resíduos espirituais fluem sem cessar para o cérebro e a coluna vertebral do descendente, e, penetrando em seu espírito, imediatamente se materializam na forma de pus, que é a origem de todas as doenças.
Agora vou falar sobre o segundo tipo de pecados, isto é, os pecados individuais, que todos entendem com facilidade.

Ninguém consegue viver sem cometer pecados. Estes podem ser graves, médios e leves, admitindo cada um desses tipos uma infinidade de classificações. Exemplificando, há pecados contra a lei, contra a moral ou contra a sociedade; pecados de natureza carnal, que se evidenciam nas acções do indivíduo, e também pecados psicológicos, cometidos apenas na mente da pessoa. Conforme disse Cristo, só o facto de desejar a mulher do próximo já constitui crime de adultério. É uma afirmação correcta, apesar de bastante rigorosa. Portanto, embora não se esteja violando nenhuma lei, pecados leves cometidos no dia-a-dia, os quais ninguém considera pecados, como ter raiva do próximo, querer que alguém sofra ou desejar adultério, se forem acumulados por longo tempo, acabarão assumindo proporções consideráveis. Vencer uma competição ou alcançar sucesso na vida, condutas que envolvem disputa e acabam provocando a inveja e o consequente ódio do perdedor, também constitui uma espécie de pecado, pois envolve o ódio. Matar animais, ser preguiçoso e desperdiçado, agredir as pessoas, não cumprir os compromissos, mentir, dormir demais pela manhã, etc., tudo isso são pecados que as pessoas acumulam sem saber. Essa infinidade de pecados leves, acumulando-se ao longo do tempo, refletem-se no espírito em forma de mácula. É comum pensar que os recém nascidos não possuem pecado algum, mas não é bem assim. Todos os homens, até se tornarem independentes, vivem sob a tutela dos pais e por isso devem dividir com eles a carga dos pecados. Poderão entender melhor este raciocínio fazendo uma analogia com as árvores: os pais constituem o tronco, enquanto os filhos são os galhos, e os netos, os galhos menores. Assim, é impossível as máculas dos pais não exercerem influência sobre os filhos.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

SINCERIDADE - Ensinamento de Meishu-Sama



Para sabermos se uma pessoa age com sinceridade ou não, temos um meio muito simples: ver se ela respeita os seus compromissos. Deixar de cumprir os compromissos, parece - à primeira vista e em certos casos - coisa de pouca importância. Mas, na verdade, significa enganar e isso constitui uma espécie de pecado. Portanto, é assunto que merece a máxima atenção.
Um dos compromissos mais sujeitos a ser desrespeitado é o que se refere ao horário.
Pensemos no que ocorre quando somos impontuais. A pessoa que nos espera sujeita-se a todo o tipo de aborrecimento e preocupações. Há um ditado que afirma: "É melhor ser esperado do que esperar", mas pense de modo contrário. Devemos considerar o estado de ânimo daquele que nos aguarda. Quem não o leva em conta, não é sincero, e isso anula qualquer outra qualidade.
Como instrumentos de Deus, os messiânicos devem cumprir rigorosamente seus compromissos e respeitar pontualmente os horários. Não serão aprovados na Fé os que assim não procederem. Gravem isto na mente e jamais se esqueça desta advertência.

Meishu-Sama, 28 de janeiro de 1950

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O PARAÍSO É O MUNDO DO BELO - Ensinamento de Meishu-Sama

O PARAÍSO É O MUNDO DO BELO - ENSINAMENTO DE MEISHU-SAMA

Os fiéis da nossa Igreja estão bem cientes de que o objectivo de Deus é a construção do mundo ideal, de perfeita Verdade, Bem e Belo.
(…) neste mundo, existem coisas erradas. Há casos, por exemplo, em que a Fealdade se associa à Verdade e ao Bem. Ao ver tais factos, muitas vezes as pessoas fazem deles alvo de admiração e respeito. Em termos mais claros, desde tempos remotos, não são poucas as pessoas que, comendo e vestindo-se precariamente, morando em cabanas, enfim, vivendo uma vida miserável, realizam práticas virtuosas para o bem do próximo e da sociedade. Realmente, se suas condições de vida fossem desfavoráveis, isso seria inevitável para elas poderem sobreviver, mas algumas, mesmo tendo condições para viverem de modo diferente, escolhem espontaneamente tal forma de vida, o que acredito não ser desejável.
(…) neste sentido, desde que não ultrapassem as condições adequadas a cada indivíduo, as vestes, a alimentação e a moradia do homem devem ser utilizadas da maneira mais bela possível, porque isso está de acordo com a Vontade Divina. Além do mais, o Belo não é simplesmente uma satisfação individual, mas também o que causa uma sensação agradável aos outros; assim, podemos dizer que é uma espécie de boa acção. Na verdade, quanto mais alto grau de civilização a sociedade alcançar, tudo deverá se tornar mais belo.
(…) dentro de casa, deve-se sempre ter o cuidado de não deixar teias de aranha no tecto, de conservar o assoalho tão limpo que não haja nem um cisco, de arrumar logo os objectos desagradáveis à vista e deixar os utensílios bem organizados.
Assim, tanto os moradores da casa como as visitas sentir-se-ão bem, o sentimento de respeito nascerá naturalmente, e o conceito do chefe da casa também se elevará. Devemos, ainda, cuidar do aspecto externo das residências.
Através disso, exerceremos boa influência sobre os indivíduos e, em grande escala, muito mais do que pensamos, sobre a sociedade e a nação. E mais ainda; através desse ambiente belo, os sentimentos dos cidadãos também se tornarão belos, e os crimes e os acontecimentos desagradáveis diminuirão, o que, consequentemente, se tornará um dos factores determinantes do Paraíso Terrestre.
Finalizando, escreverei a meu respeito. Desde jovem eu gostava de tudo que dissesse respeito ao Belo. Embora fosse muito pobre, cultivava flores em espaços vazios e, quando dispunha de tempo, pintava quadros. Sempre que me era possível, visitava museus e exposições. Na Primavera, apreciava as flores, e no Outono, o bordo.
Agora, pela graça de Deus, a minha vida se tornou mais afortunada, e, além de apreciar o Belo como desejo, isso constitui uma ajuda para a realização das actividades da Obra Divina.
(…) Actualmente, quando o mundo está para se tornar Dia, a salvação é efectuada num estado paradisíaco, de modo que é necessário reflectir profundamente sobre esse ponto.

Meishu-Sama em 11 de Julho de 1951
fonte: Alicerce do Paraíso, Volume 5
Ouça o ensinamento aqui


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A FORÇA DO SOLO: Ensinamento de Meishu-Sama


O princípio básico da Agricultura Natural consiste em fazer manifestar a força do solo. Até agora o homem desconhecia a verdadeira natureza do solo, ou melhor, não lhe era dado conhecê-la. Tal desconhecimento levou-o a adoptar o uso de adubos e acabou por colocá-lo numa situação de total dependência em relação a eles, tornando essa prática uma espécie de superstição.
No começo, por melhor que eu explicasse o processo da Agricultura Natural, as pessoas não me davam ouvidos e acabavam em gargalhadas. Pouco a pouco, porém, minhas explicações foram sendo aceitas e, ultimamente, de ano para ano, aumenta o contingente de praticantes do novo método, mesmo porque as colheitas, em toda parte, vêm dando prodigiosos resultados. Ainda que a maioria pertença à esfera dos fiéis de nossa Igreja, em várias regiões já está aparecendo, fora dessa esfera, um número considerável de simpatizantes e praticantes da Agricultura Natural, número este que tende a aumentar rapidamente. Falando abertamente, a divulgação do nosso método de agricultura poderá ser definida como “movimento para destruir a superstição dos adubos”.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL PODE SER EVITADA: Ensinamento de Meishu-Sama




A eclosão de uma Terceira Guerra Mundial é a maior ameaça com que se defronta hoje a humanidade. Pensadores, cientistas e intelectuais do mundo inteiro, cada qual na sua posição, estão procurando evitá-la por meio de trabalhos escritos e debates, nos quais fazem uso de todos os seus conhecimentos.
Ante o perigo de uma terceira guerra, as religiões tampouco podem permanecer caladas, pois um dos objectivos da religião é construir um mundo de paz isento de conflitos. Todos os religiosos, portanto, devem contribuir, por meios pacíficos, para evitar um conflito nuclear. Por isso, vou escrever sobre o princípio que origina as guerras e mostrar como é possível não só evitá-las, mas também acabar com todos os tipos de guerras da humanidade. Para melhor compreensão, falarei sobre doença e saúde.
Como sempre digo, a doença é um sofrimento decorrente da eliminação das nuvens acumuladas no corpo espiritual. Todo e qualquer sofrimento, sem excepção, provém das nuvens espirituais. No plano físico, a purificação das impurezas se processa sob forma de doenças ou de outros sofrimentos. Portanto, se o homem quiser libertar-se do sofrimento, não há outra solução senão evitar a acumulação de impurezas e, ao mesmo tempo, eliminar as máculas que já tiver acumulado.
Os sofrimentos grupais - isto é, os causados por vendavais, inundações, incêndios, terremotos, agitações sociais, etc. também constituem acções purificadoras. A Guerra nada mais é do que uma purificação generalizada. É claro, portanto, que para evitar a guerra não existe outro meio senão eliminar as nuvens espirituais de cada indivíduo.
Se eclodir uma Terceira Guerra Mundial, é porque terá aumentado o número de seres humanos que acumularam uma quantidade excessiva de nuvens, chegando a uma situação-limite. E não exagero ao afirmar que o mundo, actualmente, está repleto desse tipo de pessoas. Mas por que aumentou tanto o número de homens carregados de impurezas? Por causa da acumulação de máculas e pecados decorrentes da prática do mal, principal consequência de uma educação ateísta e materialista. Esse é um resultado natural, porque a educação materialista nublou excessivamente a alma dos seres humanos, tornando-as virtualmente cegas. O problema, portanto, só pode ser solucionado mediante a correcção dessas ideias materialistas.
É preciso saber que pela Lei do Universo, onde quer que se acumulem impurezas surgirá, infalivelmente, uma acção purificadora natural. As epidemias, por exemplo, embora o surgimento de bactérias seja uma causa directa, a sua verdadeira causa é que os homens precisam de purificar. Trata-se, portanto, de uma ocorrência natural surgida pela Lei da Sintonia, que se aplica a todas as coisas materiais existentes sobre a face da Terra.
As grandes metrópoles, por exemplo, com seus imensos edifícios e quase todas as coisas materiais, são produtos do mal, isto é, um conglomerado de máculas. Consequentemente, estão fadadas à destruição.
Assim, o homem e todas as coisas impuras da Terra terão de ser purificados de uma só vez através de uma grande guerra. E nada se pode fazer, porque essa é a imutável Lei do Universo. É claro, portanto, que os homens e todas as coisas deste mundo devem purificar-se para que não se torne necessária essa grande acção purificadora.
Mas existe algum método de purificação geral? Eu respondo que sim. Esta é a missão da Messiânica, foi para isto que nasceu a nossa doutrina. Sendo o mundo a soma de indivíduos, se cada ser humano se tornar digno a ponto de não mais precisar de purificação, a Terceira Guerra Mundial se tornará desnecessária.
Mokiti Okada, 17 de Outubro de 1951

quinta-feira, 30 de julho de 2015

CEDA PARA CONQUISTAR: Ensinamento de Meishu-Sama

CEDA PARA CONQUISTAR: Ensinamento de Meishu-Sama



“Seja flexível para conquistar” é uma regra de ouro. Pode ser difícil praticá-la, mas devemos treinar a nossa índole e educar a nossa mente nesse sentido. Em alguns casos, é preferível aparentar ignorância ou mesmo perder uma discussão. Qualquer possível humilhação ficará gravada apenas na mente e por um período temporário. Com o passar do tempo, a outra pessoa pode começar a compreender a verdadeira situação e mudar de atitude. Pode pensar: “Eis uma pessoa sincera”, começar a acreditar em si e até mesmo a admirá-lo. Tendo aparentemente vencido uma discussão, o seu adversário torna-se inseguro por não fazer ideia do que você tem em mente. Assim, o derrotado se torna vencedor e é por isso que, às vezes, é preferível deixar que os outros persistam em suas ideias.
Tentar impor as nossas opiniões é uma psicologia inábil. Ainda que estejamos certos, não devemos desnecessariamente insistir em argumentos a nosso favor. Aprendendo a ceder em determinadas circunstâncias, acabaremos vencendo, porque nos ativémos ao que é justo e verdadeiro.
Algumas vezes, quando as pessoas se dedicam a algo importante, pensam que isso requer esforço, resistência e concentração. No entanto, quando opomos resistência, o nosso poder interno se restringe, ao passo que, quando assumimos uma postura descontraída, ele circula livremente. O mesmo princípio se aplica ao Johrei. Quanto mais relaxada mantivermos a mente e as mãos, mais sintonizados estaremos e mais eficiente será o Johrei.
Os grandes generais sabem como e quando retirar-se de uma batalha. Permanecer correndo risco desnecessário é uma táctica errónea e não constitui verdadeira coragem. O que importa é o resultado final.
Muitas pessoas obtêm resultados contrários à sua expectativa, porque o caminho do mundo é geralmente muito diferente do caminho da verdade.
Quando iniciei a Igreja Messiânica Mundial, costumava dizer aos membros que trabalhassem tão discreta e silenciosamente quanto possível. Alguns sugeriram que se fizesse propaganda na imprensa, mas nunca fiz. Muitas pessoas tendem a atingir os seus objectivos empregando os efémeros sistemas materiais, assim como procuram nos remédios, alívio temporário para as enfermidades. Num trabalho verdadeiramente espiritual, devemos aspirar ao verdadeiro e eterno, e não ao falso e transitório.
 Meishu-Sama

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