by **~~Love´s Alchemy~~**
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segunda-feira, 9 de novembro de 2020

ABSTINÊNCIA - Ensinamento de Meishu-Sama

   




 A Natureza e tudo o que nela existe foram feitos para o Homem: as flores da Primavera, os bordos do Outono, o cantar dos pássaros e dos insectos, a beleza das montanhas e dos lagos, as noites de luar, as fontes de águas termais. Pensemos no porquê de tudo isso.

    Que poderá ser senão a Providência Divina proporcionando alegria aos homens? Belíssimos cantos, bailados, obras literárias e artísticas em geral enchem de alegria os seus realizadores, como também os seus ouvintes ou apreciadores. Alimentos deliciosos, primorosas construções arquitectónicas, jardins, vestimentas, além de suprirem as necessidades da vida humana, contêm elementos para realmente nos comprazer. O corpo se nutre e a vida é preservada com os alimentos que saboreamos. Se as nossas roupas e residências servissem unicamente para o indispensável, nunca iriam além de um aspecto vulgar. Na geração dos filhos, também, visa-se algo mais do que simples necessidade.

    Desde que o Altíssimo concedeu ao homem o instinto para alegrar-se com a Natureza e com tudo o que ela lhe possa proporcionar, devemos aceitar esse prazer. A abstinência que nega tal alegria e contenta-se com o mínimo necessário para a subsistência, vai contra as graças de Deus.

    Por outro lado, a pobreza do amor ao próximo entre os homens privilegiados leva-os a julgar que os prazeres destinam-se unicamente a eles e aos seus familiares. A indiferença que eles têm pelos seus semelhantes e a falta do desejo de compartilhar da alegria de todos revelam como esses homens são destituídos do espírito de fraternidade. Isso significa querer monopolizar as graças de Deus. Creio que os milionários, franqueando seus jardins ao povo, expondo os seus objectos de arte e participando da alegria geral, praticariam um acto que corresponde à Vontade Divina.

    Paraíso Terrestre, portanto, é um mundo onde há progresso na vida de toda a humanidade e grande desenvolvimento das artes e demais prazeres de carácter elevado. Como a Verdade, o Bem e o Belo significam respectivamente, o que não é falso, o que é justo e o que é bonito, numa vida de abstinência há o Bem, mas não há Verdade nem Belo. Além disso, a abstinência poderá até ser obstáculo ao progresso da cultura. A decadência de certos países, que outrora possuíram uma alta civilização, pode ser atribuída ao facto de seu povo ter levado a vida espiritual ao extremo.

                                        Meishu-Sama, 25 de Janeiro de 1949

quarta-feira, 6 de abril de 2016

FÉ PRATICADA DIARIAMENTE - Ensinamento de Nidai-Sama



O caminho para a fé é fácil e é também difícil porque não se chega a um ponto de fé inabalável em um dia. Como em tudo o mais, a prática é necessária e há vários estágios para se vencer, antes de alcançá-la permanentemente. O discernimento espiritual deve ser ampliado até que seja integrante de nosso ser. A fé deve ser praticada diariamente, ainda que não estejamos enfrentado problemas ou adversidades.
Se orarmos a Deus normalmente pelas manhãs e à noite, se nos dedicarmos de coração e alma aos nossos deveres quotidianos, conscientes de que foi Deus quem os reservou, receberemos Sua orientação e protecção. Através dessas práticas chegaremos a compreender que uma forte aliança com Deus tornará mais feliz cada momento da nossa vida.

Finalmente, quando chegamos a compreender que o Homem veio a este mundo para que possa ter efectiva participação no Plano de Deus para criação do Paraíso Terrestre e trabalhamos para esse fim como nosso mais importante objectivo na vida, tornamo-nos então profundamente felizes.

Mesmo quando se trata de uma vida simples, se vivida com fé, nela a pessoa terá Deus a seu lado. Tal vida é digna de respeito pois nela há dignidade e espiritualidade.


Algumas Práticas diárias:

- Orar a Deus de manhã e à noite
- Fazer os nosso deveres quotidianos com sentimento de dedicação
- Trabalhar para a construção do Paraíso Terrestre fazendo felizes as pessoas à nossa volta
- Viver com gratidão todos os momentos da nossa vida, mesmo os mais simples, sabendo que foi Deus que os reservou

É a prática da fé que nos liga a Deus.

terça-feira, 22 de março de 2016

RELIGIÃO CRIADORA DE PESSOAS FELIZES - Ensinamento de Meishu-Sama

RELIGIÃO CRIADORA DE PESSOAS FELIZES - Ensinamento de Meishu-Sama


A Religião não é nada mais do que a cristalização do amor de Deus para guiar os infelizes ao caminho da felicidade. Ninguém ignora que muitos lutam em vão para conseguir a felicidade almejada; raras são as pessoas que a conseguem, depois de uma vida inteira de lutas.


É de pouca utilidade colocar em prática a teoria que nos foi legada através de instrução e de biografias e leitura referentes aos exemplos de grandes personagens. A teoria bem formada merece admiração, mas todos sabem, por experiência própria, que é difícil pô-la em prática.

Tem-se como crédulo ou simplório aquele que age com honestidade; entretanto, se a pessoa procede diferente, cai no descrédito social e nas malhas da Lei. Por fim, o indivíduo não sabe como agir. O que os homens consideram bem-viver e se apressam por adoptar é a vida desonesta sob a a capa da honestidade. Os melhores adeptos dessa filosofia tornam-se os campeões dos bem-sucedidos, razão por que as pessoas tendem a seguir tais exemplos e o mal social não diminui.

Dizem que os honestos levam desvantagem, e tudo nos faz chegar a tal conclusão, a julgar pelo aspecto do mundo, de modo que quanto mais honesto for o indivíduo, tanto mais ele se arrisca a cair no conceito de "antiquado". Observa-se com frequência que os homens que proclamam a justiça são repelidos e fracassam na sociedade.

É enorme o meu esforço para manter constantemente o conceito de justiça diante de semelhante mundo. O homem comum escarnece das minhas palavras, que ele considera crendices. Julga-me caprichoso e covarde, porque não sou interesseiro. Sente-se importunado por enfrentarmos o mal e destemidamente escrevermos a respeito, e também pelo nosso rápido progresso. Ultimamente, porém, em vista da firmeza de atitude com que nos tem mantido, apesar de todas as pressões - atitude que visa unicamente o bem - está despertando certa consideração por nós no espírito das pessoas. Alegra-nos, acima de tudo, que a situação tenha abrandado, facilitando o nosso trabalho. Isso se deve à resistência que oferecemos a todas as perseguições, tendo Deus por nosso apoio, e ao facto de a Igreja Messiânica possuir o Johrei, inexistente nas demais religiões.

Felizmente, alcançamos a liberdade religiosa com o advento da democracia. O ambiente ficou favorável, em comparação com o do Japão anterior à Guerra, tornando possível, através da justiça, eliminar o mal e caminhar ao encontro do bem.

A seguir, tratarei do problema concernente à felicidade do Homem.

Naturalmente, o bem constitui a base da felicidade, sendo óbvio insistir sobre a necessidade de ele ter força suficiente para vencer o mal. Até agora, entretanto na sua maioria, as religiões careciam dessa força; por conseguinte não proporcionavam a felicidade desejada. Sendo assim, tiveram de pregar a iluminação para satisfazer o povo, no seu desejo de atingir pelo menos a paz espiritual, uma vez que não conseguiam obtê-la na totalidade, isto é, espiritual e materialmente. Ou então, pregaram a resignação, através do espírito de expiação e do princípio de não-resistência contra o mal. Criaram, portanto, a teoria da negação da graça na vida presente, o que explica ser classificada de superior a religião que visa a salvação do espírito, e de inferior aquela que consegue obter, também os benefícios do mundo. Mas essa teoria não passou de um recurso para determinada época. Darei exemplos.

Há pessoas que, embora torturadas por uma doença prolongada, dizem-se alegres, alegando estarem salvas quando na realidade estão apenas resignadas, sufocando os seus verdadeiros sentimentos. Isso é uma espécie de auto-traição. Por natureza, a verdadeira satisfação nasce com o restabelecimento da saúde, se for esse o caso.

Em todos os tempos, houve famílias que, não obstante o ardor de sua fé, não foram agraciadas materialmente, permanecendo vítimas de desgraças. Dessa forma, acabaram por se iludir, julgando que a essência da Religião só objectiva a salvação espiritual.

A Igreja Messiânica Mundial salva tanto o espírito como a matéria. Podemos afirmar que vai além disso. As obras de construção dos protótipos do Paraíso Terrestre em diversas localidades, assim como a construção de museus de arte que estamos realizando dependem inteiramente dos donativos dos fiéis.  igreja abomina a exploração, contando apenas com recebimento de donativo espontâneo. apesar disso, é realmente milagroso o facto de se conseguir a quantia necessária para o empreendimento de uma obra de tal envergadura. Isso prova a prosperidade dos fiéis. O donativo, longe de ser temporária, tende a aumentar, razão por que nunca me preocupei com dinheiro.

Na época em que apareceram as religiões antigas, os ensinamentos podiam ser de carácter limitado, de Fé Shojo, mas hoje a realidade é outra. tudo adquiriu carácter universal, de modo que é preciso uma organização grandiosa, para salvar a humanidade. Quanto maior a organização, maior o número de pessoas salvas. Por isso, ao tomar conhecimento dos seus objectivos, ninguém deixará de reconhecer a importância da nossa Igreja.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

PESSOA SIMPÁTICA - Ensinamento de Meishu-Sama



Talvez não exista nenhuma palavra que soe tão agradavelmente quanto "simpatia". Pensando bem, a simpatia é muito mais importante do que imaginamos, pois tem muita relação não só com o destino do indivíduo, mas também com a sociedade. Se alguém se tornasse simpático graças ao relacionamento com uma pessoa simpática e iso se fosse propagando continuamente, é óbvio que a sociedade se tornaria bastante agradável. Por conseguinte, diminuiriam os problemas, principalmente o conflito e o crime; espiritualmente criar-se-ia o Paraíso. Não existe meio melhor do que esse, pois não requer dinheiro, não é trabalhoso e pode ser posto em prática imediatamente.
Falando, parece muito simples, mas todos sabem que, na realidade, não é tão fácil assim, pois não basta que a simpatia seja apenas aparente. A verdadeira simpatia aflora do interior; é indispensável, portanto que a pessoa seja sincera de coração, o que depende de cada um. Em suma, a base da simpatia é o espírito do Amor ao Próximo.
Vou contar um pouco da minha experiência a esse respeito.
É engraçado eu mesmo falar destas coisas, mas desde pequeno, onde quer que eu fosse, quase nunca era malquisto ou antipatizado. Pelo contrário, era respeitado e amado na maioria das vezes. Então, pensando bem, concluí que tenho uma característica que me parece ser o motivo disso: sempre deixo os meus próprios interesses e a minha própria satisfação em segundo plano; procuro fazer, em primeiro lugar, aquilo que satisfaz os outros, aquilo que os deixa felizes. Ajo assim não por razões morais ou religiosas, mas naturalmente. Talvez seja da minha própria natureza. Em outras palavras, é até uma espécie de hobby para mim. Por essa razão, muitos dizem que tenho uma natureza privilegiada, e é possível que tenha mesmo.
Depois que me tornei religioso, esse sentimento aumentou ainda mais. Quando vejo uma pessoa sofrendo por doença, não consigo ficar tranquilo; tenho vontade de curá-la a qualquer custo. Então ministro-lhe Johrei, e ela fica curada e feliz. Ao ver a sua alegria, esta se reflete em mim e eu me sinto feliz também. Por esse motivo, criei inúmeros problemas no passado e sofri muito. Mesmo quando achava que nada poderia fazer por uma pessoa e que deveria parar de dar-lhe assistência, a pedido insistente e até súplicas da própria pessoa e de sua família, eu cedia e continuava indo visitá-la, ainda que fosse longe. Gastava tempo e dinheiro, e, no final, o resultado era ruim, desapontando os familiares do doente. Muitas vezes, cheguei até a ser odiado. Toda vez que isso acontecia, eu me censurava, achando que deveria tornar-me mais frio.
Como essa minha característica também foi de muita ajuda para a construção do protótipo do Paraíso Terrestre e do Museu de Belas-Artes, creio que ela me tenha sido atribuída por Deus. Quando vejo uma magnífica obra de arte ou uma paisagem maravilhosa, não sinto vontade de apreciá-las sozinho e até fico melindrado; nasce em mim o desejo de mostrá-las a um grande número de pessoas, para alegrá-las. Dessa forma, minha maior satisfação é alegrar o próximo, o que me faz ficar alegre também.

Meishu-Sama, 21 de abril de 1954

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

EM CONSTANTE ESTADO PARADISÍACO - Reminiscências de Meishu-Sama

Ao mudarmos para Tamagawa, Meishu-Sama caiu no desagrado da polícia devido a um acontecimento infeliz, que nos causou diversos transtornos posteriores. Como a casa que fomos morar era grande e chamava a atenção, certa manhã bem cedo, o delegado de polícia local veio nos dar as boas-vindas. Exatamente nesse dia, Meishu-Sama acordou um pouco mais tarde do que o habitual e ainda estava em Seus aposentos quando ele chegou. A pessoa que o atendeu disse que Meishu-Sama ainda estava deitado e o dispensou displicentemente.

Esta atitude desagradou o delegado, que se sentiu ofendido com a receptividade fria, pois viera especialmente cumprimentar Meishu-Sama e achava não merecer ser tratado com tanta desconsideração. Este caso, junto a outros, nos trouxeram vários aborrecimentos durante o tempo em que moramos em Tamagawa.

Outro ponto: a nossa residência foi adquirida com o dinheiro de um empréstimo e, ao assinarmos o contrato de venda, descobrimos que o proprietário havia firmado um outro contrato de venda com o Sr. Keita Goto, o que gerou um longo processo judicial. Assim, tivemos que fazer um depósito em juízo e o processo prolongou-se até pouco antes da ascensão de Meishu-Sama.

Socialmente, havia um bom relacionamento entre as famílias do Sr. Goto e a nossa. As esposas se davam muito bem, mas, devido ao surgimento do problema jurídico, houve um pequeno estremecimento na amizade. A aquisição do Pote de Glicínias, de Ninsei Nonomura (renomado ceramista japonês que viveu no final do século 17) por Meishu-Sama foi fundamental na reconciliação das famílias e na resolução da pendência judicial.



Em 1937, a atividade religiosa foi proibida de ser exercida junto com a terapêutica e, sem opção, tivemos que desenvolver somente o trabalho de cura. Afinal, o método terapêutico de Meishu-Sama 
produzia resultados tão miraculosos que os pacientes chegavam a ser mais de cem diariamente. Por isso, embora tivesse assistentes e auxiliares, o programa pessoal era muito pesado e Meishu-Sama frequentemente ficava sem almoçar. Com o passar do tempo, foi-se evidenciando uma fadiga cada vez mais forte e, não somente eu, mas todos estavam preocupados com Ele.

Certa tarde, ao voltar do Fujimi-tei (o Seu local de trabalho de onde se avistava o Monte Fuji), serviu-se de um cálice de saquê. Após tomar o primeiro gole, empalideceu e desmaiou. Depois desse episódio, começamos a pensar que alguma coisa precisaria ser feita para aliviar o ritmo de Suas actividades.

Enquanto isso, começaram a surgir comentários de que a prática terapêutica estaria prestes a ser proibida. Antecipando-se a essa ordem, Meishu-Sama decidiu parar com tudo e, através de uma 
carta, comunicou a Sua decisão à delegacia de Tamagawa. Os policiais não conseguiram disfarçar a surpresa ao recebê-la.

Tal decisão causou uma grande reviravolta nas actividades de Meishu-Sama, porém nós a consideramos providencial, não só pelo desenvolvimento de Sua missão, mas pela oportunidade de 
preservação de Sua saúde.

Depois da interrupção da prática terapêutica e do atendimento ao público, Meishu-Sama dedicou-se à formação de missionários que O auxiliariam na expansão de Sua missão e também à pintura de desenhos de Kannon, fundando a Associação Kannon Hyappuku Kai.

Geralmente, quando terminava o trabalho pela manhã, Ele almoçava e saíamos para um passeio pelas planícies de Musashino, ou até às margens  do rio Tamagawa.

Enquanto andavávamos, Meishu-Sama falava a respeito das Suas ideias sobre a Sua missão e das construções que planejava realizar. Ele era bastante otimista com relação ao futuro: eu jamais consegui descobrir Nele qualquer ponto negativo. Apesar de estar passando por muitas dificuldades e sofrimentos, nunca proferia uma palavra desagradável. Sinto que Ele foi realmente um homem que vivia no Céu e com Seu pensamento ligado a 
Deus. Um ser que vivia em constante estado paradisíaco. Penso que nós todos deveríamos seguir o seu exemplo.

Nidai-Sama

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A RESPEITO DO PARAÍSO TERRESTRE - Ensinamento de Meishu-Sama



Diariamente, através do rádio e dos jornais, tomamos conhecimento de que a sociedade está repleta de males. Numa visão a grosso modo, e excluindo a guerra, podemos enumerar a corrupção dos funcionários públicos, assassinatos, roubos fraudes, suicídios, tuberculose e outras doenças contagiosas, falta de alimentos, crises habitacionais, dificuldades financeiras, opressão de impostos, etc. As coisas boas são tão poucas quanto as estrelas do amanhecer... Então surge a dúvida: por que a sociedade chegou até esse ponto?
Realmente, pode ser que existam muitas causas, mas, em poucas palavras, diríamos que a situação é decorrente da decadência moral e também de acentuada decadência do nível do homem. É por isso que, ultimamente, os entendidos no assunto e os educadores começaram a interessar-se por essa questão. Outra causa que pode ser levantada é que, após a Segunda Grande Guerra, o pensamento liberal passou dos limites. Parece que se discute a reforma e incremento da educação, da moral e da educação cívica por não haver outra alternativa. Mas é interessante observar que, em tais ocasiões, o Japão nunca recorre à Religião, o que talvez possa ser explicado. As religiões antigas são fracas demais, e as novas, em sua maioria, são supersticiosas e falsas. É, por isso que, como todos vêem, ainda não se conseguiu achar um caminho que levasse à solução radical do problema. Eu, porém, elaborei um plano concreto, objectivando solucioná-lo de forma diferente.
Para começar, baseei-me nas diversões populares. Naturalmente, em qualquer época, a grande massa popular necessita de diversões. Na sociedade actual, entretanto, as que existem são de baixíssima categoria. De facto, teatro, cinema, desporto, cinema, xadrez, dominó, etc. são diversões aceitáveis, mas acho que se fazem necessárias recreações de nível ainda mais elevado. É com esse objectivo que a nossa Igreja está construindo o protótipo do Paraíso Terrestre nas terras de Hakone e a Atami. Com já descrevi várias vezes, aí será construído o paraíso ideal, onde se acham perfeitamente harmonizadas a beleza natural e a beleza criada pelo homem. Um projecto grandioso como esse, não creio que já tenha sido elaborado por alguém. Encantada com a atmosfera tão diferente do mundo a que está acostumada, qualquer pessoa, nesses locais, esquece-se de tudo e até pensa estar em cima das nuvens. Visto que isto acontece antes mesmo de termos concluído metade da obra, todos ficam maravilhados.
O protótipo de Hakone já está próximo de sua conclusão, mas como é uma obra de pequena escala, falarei a respeito do protótipo de Atami, em plena construção actualmente.
No jardim de cem mil metros quadrados, com altos e baixos, estão sendo plantados arbustos e árvores que dão flores, como ameixeiras, cerejeiras, azaleias, etc., mescladas com árvores que estão sempre verdes. Também está em fase de preparação a construção de um jardim com as mais diversas variedades de flores. Pela sua beleza encantadora na Primavera e pela paisagem da Baía de Sagami, que se pode avistar ao longe, não seria exagerado dizer que o protótipo de Atami é um enorme e ideal "Jardim do Éden".
Como localização, este protótipo do Paraíso Terrestre está situado no melhor local de Atami. Além do mais, para acrescentarmos maior beleza ao lugar, construiremos um magnífico museu de belas-artes, cuja conclusão certamente fará com que o protótipo de Paraíso Terrestre de Atami se torne alvo de admiração não só de japoneses como de estrangeiros. Por conseguinte, qualquer pessoa que visite esse local purificará o seu espírito maculado pelas condições do mundo, e a sua alma, completamente árida, será regada na própria fonte. Assim revigorada, seu trabalho renderá mais e naturalmente, seu carácter também se elevará. Por isso, a contribuição do protótipo do Paraíso Terrestre para o espírito das pessoas da sociedade será inestimável.

Meishu-Sama, 1 de Janeiro de 1952

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A FORÇA DO SOLO: Ensinamento de Meishu-Sama


O princípio básico da Agricultura Natural consiste em fazer manifestar a força do solo. Até agora o homem desconhecia a verdadeira natureza do solo, ou melhor, não lhe era dado conhecê-la. Tal desconhecimento levou-o a adoptar o uso de adubos e acabou por colocá-lo numa situação de total dependência em relação a eles, tornando essa prática uma espécie de superstição.
No começo, por melhor que eu explicasse o processo da Agricultura Natural, as pessoas não me davam ouvidos e acabavam em gargalhadas. Pouco a pouco, porém, minhas explicações foram sendo aceitas e, ultimamente, de ano para ano, aumenta o contingente de praticantes do novo método, mesmo porque as colheitas, em toda parte, vêm dando prodigiosos resultados. Ainda que a maioria pertença à esfera dos fiéis de nossa Igreja, em várias regiões já está aparecendo, fora dessa esfera, um número considerável de simpatizantes e praticantes da Agricultura Natural, número este que tende a aumentar rapidamente. Falando abertamente, a divulgação do nosso método de agricultura poderá ser definida como “movimento para destruir a superstição dos adubos”.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O PODER DA NATUREZA - Ensinamento de Meishu-Sama



Segundo meus estudos, a Grande Natureza, isto é, o mundo em que respiramos e vivemos, está constituída de três elementos - o Fogo, a Água e o Solo - conforme já explanei em outra oportunidade. Atualmente, a Ciência e o homem, pelos seus cinco sentidos, têm conhecimento do electromagnetismo, do ar, da matéria, dos elementos, etc., mas o meu propósito é falar sobre a energia espiritual, que a Ciência e os cinco sentidos do homem ignoram.


A expressão "energia espiritual" ou "espírito" tem sido usada até hoje circunscrita à Religião ou à Metafísica. Por isso, na maioria das vezes, é associada à superstição. A tendência é considerar intelectual aquele que nega a existência do espírito, mas como estão enganados os que pensam assim... A essência daquilo a que dou o nome de espírito é a fonte do grandioso poder que dirige tudo que existe neste Universo e do qual dependem o nascimento, o crescimento, o movimento e a transformação de todas as coisas. Chamo-o de Poder Invisível. Sendo assim, daqui por diante chamarei o mundo conhecido simplesmente de Mundo Material, e o desconhecido, de Mundo Espiritual.
Como lei fundamental de tudo que existe, todos os fenômenos ocorridos no Mundo Material são projeções daquilo que já foi gerado e accionado no Mundo Espiritual. Isso pode ser exemplificado pelos movimentos das mãos ou das pernas, os quais são procedidos pela nossa vontade. Até agora, contudo, os estudiosos têm procurado soluções analisando apenas os fenómenos do Mundo Material, e é por essa razão que embora se diga que houve progresso na cultura, ele não trouxe bem-estar à humanidade. Portanto, para resolver qualquer problema, é necessário solucioná-lo primeiro no Mundo Espiritual; inclusive as doenças, cujo verdadeiro método de tratamento consiste em tratar o espírito por processos espirituais.

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