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quinta-feira, 22 de outubro de 2015
sábado, 10 de outubro de 2015
A ADVERTÊNCIA DOS ANTEPASSADOS: Ensinamento de Meishu-Sama
Os antepassados desejam a felicidade de seus descendentes e
a prosperidade de sua linha familiar. Por conseguinte, não negligenciam sua
guarda um instante sequer, impedindo-os de cometerem erros e pecados, ou seja,
evitando que trilhem o mau caminho. Se um descendente, induzido pelo demónio,
comete uma má acção, aplicam-lhe castigos na forma de acidentes ou doenças, não
só como advertência mas também para a limpeza dos pecados cometidos
anteriormente. No caso do enriquecimento ilícito por parte do descendente,
fazem com que este tenha prejuízos, ocasionando, por exemplo, um incêndio ou
outras formas de perda, que lhe esgotam a fortuna. Conforme o pecado, aplica-se
também a doença como processo de purificação.
Suponhamos que uma criança contraia gripe. Uma gripe comum
seria facilmente solucionada através do JOHREI; nesse caso, entretanto, não se
verificam bons resultados. A criança tem vómitos frequentes, perda de apetite,
acentuado enfraquecimento em poucos dias e acaba morrendo. É uma situação
estranha, que se enquadra justamente no que falamos acima: advertência dos
antepassados. As causas podem ser várias, entre elas o relacionamento amoroso do
pai com outra mulher. Se ele não perceber na primeira advertência, poderão
ocorrer-lhe sucessivas perdas de filhos. Estes são sacrificados por um prazer
passageiro; trata-se, portanto, de uma conduta bastante reprovável. Os
antepassados evitam sacrificar o chefe da família por ser ele o seu
sustentáculo, de modo que os filhos tomam o seu lugar.
Vejamos outro exemplo. O chefe de uma família, homem de
aproximadamente quarenta anos, nunca havia rezado perante o oratório de
antepassados que havia em sua casa. Sua filha, preocupada, conversou com um
tio, irmão do pai, e transferiu o oratório para a casa dele. Pensando no
futuro, o tio foi à casa do irmão e pediu-lhe que reconhecesse, por escrito, a
transferência do oratório, que havia sido transmitido por várias gerações e que
estava agora sob a sua guarda. O irmão concordou, mas, quando pegou a caneta,
sua mão começou a tremer em espasmos, sua língua contraiu-se e ele não
conseguiu mais falar nem escrever. Tentaram vários tratamentos sem nenhum
resultado, e por fim vieram a um discípulo meu em busca de cura. Lembro-me de
ter ouvido dele a história que a filha desse homem lhe contara. No caso em
questão, os antepassados não admitiram que o oratório fosse retirado
definitivamente da casa do primogénito, que, por tradição, deveria guardá-lo.
Se isso acontecesse, a linhagem da família ficaria alterada, podendo, então,
ocorrer a sua extinção.
Meishu-Sama, 5 de fevereiro de 1947
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sexta-feira, 9 de outubro de 2015
A CAUSA DAS DOENÇAS E O PECADO - Ensinamento de Meishu-Sama
A causa das doenças são os nódulos constituídos pela mistura
de sangue sujo e pus, os quais se formam como reflexos das máculas do espírito.
Mas de onde surgiram e como vieram essas máculas? Elas se originam dos pecados.
Há dois tipos de pecados: os gerados nesta vida e os
hereditários. Estes últimos são o acúmulo global dos pecados cometidos por
muitos antepassados; os primeiros representam a soma dos actos pecaminosos
praticados pela própria pessoa.
Nós que vivemos actualmente, não somos seres surgidos do
nada, sem relação com nada. Na verdade, representamos a síntese de centenas ou
milhares de antepassados e existimos na extremidade desse elo. Somos, portanto,
seres intermediários de uma sequência infinita, formando uma existência
individualizada no tempo. Em sentido amplo, somos um elo da corrente que une os
antepassados com as gerações futuras; em sentido restrito, somos uma peça como
a cunha, destinada a firmar a ligação entre nossos pais e nossos filhos.
Para explicar as doenças causadas pelos pecados dos
antepassados, preciso falar sobre a vida após a morte, isto é, sobre a
constituição do Mundo Espiritual.
Ao deixar este mundo e passar pelo portão da morte, o homem
tem de despir a roupa denominada corpo. Este pertence ao Mundo Material, e o
espírito, ao Mundo Espiritual. Quando o corpo, devido à doença ou à idade avançada,
torna-se imprestável, o espírito abandona-o e vai para o Mundo Espiritual. Aí
ele deve se preparar para renascer no Mundo Material, ou seja, reencarnar. Este
preparo constitui o processo da purificação do espírito.
A maior parte das pessoas carrega uma quantidade
considerável de máculas, originadas dos pecados. Assim, quando são submetidas
ao julgamento do Mundo Espiritual, feito com absoluta imparcialidade, a maioria
acaba caindo no Inferno. Devido ao sofrimento da pena imposta, o espírito vai
pouco a pouco se elevando, mas os resíduos da purificação dos pecados fluem
contínua e incessantemente para os seus descendentes que vivem no Mundo
Material. Isso é como uma lei redentora, baseada na causa e efeito, em que o
descendente – resultado da soma global dos seus antepassados – arca com uma
parte dos pecados cometidos por eles. Trata-se de uma Lei Divina inerente à
criação; por conseguinte, o homem não tem outro recurso senão obedecer a ela.
Esses resíduos espirituais fluem sem cessar para o cérebro e a coluna vertebral
do descendente, e, penetrando em seu espírito, imediatamente se materializam na
forma de pus, que é a origem de todas as doenças.
Agora vou falar sobre o segundo tipo de pecados, isto é, os
pecados individuais, que todos entendem com facilidade.
Ninguém consegue viver sem cometer pecados. Estes podem ser
graves, médios e leves, admitindo cada um desses tipos uma infinidade de
classificações. Exemplificando, há pecados contra a lei, contra a moral ou
contra a sociedade; pecados de natureza carnal, que se evidenciam nas acções do
indivíduo, e também pecados psicológicos, cometidos apenas na mente da pessoa.
Conforme disse Cristo, só o facto de desejar a mulher do próximo já constitui
crime de adultério. É uma afirmação correcta, apesar de bastante rigorosa.
Portanto, embora não se esteja violando nenhuma lei, pecados leves cometidos no
dia-a-dia, os quais ninguém considera pecados, como ter raiva do próximo,
querer que alguém sofra ou desejar adultério, se forem acumulados por longo
tempo, acabarão assumindo proporções consideráveis. Vencer uma competição ou
alcançar sucesso na vida, condutas que envolvem disputa e acabam provocando a
inveja e o consequente ódio do perdedor, também constitui uma espécie de
pecado, pois envolve o ódio. Matar animais, ser preguiçoso e desperdiçado,
agredir as pessoas, não cumprir os compromissos, mentir, dormir demais pela
manhã, etc., tudo isso são pecados que as pessoas acumulam sem saber. Essa
infinidade de pecados leves, acumulando-se ao longo do tempo, refletem-se no
espírito em forma de mácula. É comum pensar que os recém nascidos não possuem
pecado algum, mas não é bem assim. Todos os homens, até se tornarem
independentes, vivem sob a tutela dos pais e por isso devem dividir com eles a
carga dos pecados. Poderão entender melhor este raciocínio fazendo uma analogia
com as árvores: os pais constituem o tronco, enquanto os filhos são os galhos,
e os netos, os galhos menores. Assim, é impossível as máculas dos pais não
exercerem influência sobre os filhos.
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