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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

DUAS TAREFAS AO MESMO TEMPO - Reminiscências de Meishu-Sama




Meishu-Sama sempre utilizava o tempo da melhor maneira possível, procurando empreender duas tarefas simultaneamente
Enquanto fazia caligrafias ou estudava Ate, alguém massageava-Lhe os ombros para aliviar o cansaço ou fazia a leitura dos jornais. 
Pode parecer, à primeira vista, que Meishu-Sama só conseguiu alicerçar a Obra Divina porque tinha um poder extraordinário. Mas foi aliando a Sua atenção para os detalhes do cotidiano, a perspicácia para os negócios e uma grande vontade de trabalhar que produziram os resultados alcançados atualmente.
Com o passar dos anos, o fundador de uma religião é normalmente adorado como um ser divino pelos seus seguidores devotados, considerados por outros, uma autoridade, e frequentemente citado em livros e conferências. Embora Meishu-Sama seja um ser de caráter Divino, era uma pessoa calorosa e familiar que abraçamos em nossos corações com muita proximidade. É verdade que Ele tinha uma qualidade espiritual especial e não podemos considerá-Lo do mesmo nível da maioria das pessoas. Antes da Revelação Divina, entretanto, Ele era simplesmente um ser humano que tinha atravessado inúmeras dificuldades desde a infância, sofrendo com a pobreza, doenças, adversidades e fracassos. foi depois de todas essas experiências com as quais Deus O estava 
preparando que Lhe foi revelada a Sua missão. Elas testaram Sua força e deram-Lhe uma profunda compreensão sobre os outros. 
Por isso, Ele nunca hesitou durante os primeiros anos de trabalho ou falhou com Seus seguidores. Muito pelo contrário, foi sempre um exemplo e uma inspiração para eles.

Reminiscência de Meishu-Sama por Sandai-Sama

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

CONSCIÊNCIA PLENA DA VONTADE DIVINA - Reminiscências de Meishu-Sama


CONSCIÊNCIA PLENA DA VONTADE DIVINA - Reminiscências de Meishu-Sama

Recordo-me de que, embora parecesse bastante simples e natural, Meishu-Sama tinha consciência da Sua posição como religioso e vivia com base na verdade, com disciplina e bom senso.
Por muito tempo, eu julgava a pontualidade de Meishu-Sama como um hábito natural, uma característica de Sua personalidade.

Mais tarde, no entanto, percebi que Ele tinha se esforçado muito para se disciplinar.

Certa vez, Ele disse: “Como qualquer pessoa, às vezes, eu me sinto cansado e tenho vontade de descansar ao invés de trabalhar. Mas, se fizer isso, ao incentivar os membros a respeitar o horário, estarei mentindo!”Assim, aprendi que quando transmitia um Ensinamento aos outros era porque Ele sempre o seguia. Isso aumentou o meu respeito e gratidão por Ele. 

Meishu-Sama também costumava falar: “Atrapalhar o meu tempo é atrapalhar o trabalho de Deus”. Isso significa que, devido ao seu estado de perfeita união com Deus, Ele seguia uma autodisciplina bastante rigorosa. Afinal, se qualquer pessoa interrompesse a Sua programação, o Plano de Deus se atrasaria.

Acredito que Ele orientou-se, seguiu e cumpriu a Vontade de Deus no Seu dia a dia. Para quem pratica a fé é muito importante viver sempre de acordo com a Vontade de Deus. Mas, na prática, é difícil saber qual é essa vontade. Meishu-Sama orientava: “Basta fazer como eu faço. As coisas que não me agradam também não agradam a Deus, de forma que ser aprovado por mim significa ser aprovado por Ele.”

Assim, Meishu-Sama nos ensinava a Vontade Divina através das Suas práticas diárias.

Sandai-Sama

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

LEMBRANÇAS DE TAMAGAWA - Reminiscências de Meishu-Sama

LEMBRANÇAS DE TAMAGAWA - Reminiscências de Meishu-Sama
Meishu-Sama adorava esse cenário e, desejando apreciá-lo o tempo todo,
construiu uma casa anexa, o Fujimi-tei, voltada para o oeste.
Ele gostava tanto dessa casa que suportava do calor forte e
incessante do sol no verão ao vento gelado do inverno,
que se infiltrava por todas as frestas da casa, fazendo-O tremer de frio.
Por isso, preferia morar ali do que na casa principal.


Meu marido e eu moramos durante dez anos com Meishu-Sama no bairro de Kaminogue, distrito de Tamagawa, Tóquio. Recentemente, eu soube que, no Museu de Arte Goto, havia uma exposição de tyagama (panela de ferro para ferver e conservar quente a água utilizada na Cerimônia de Chá). Meu marido e eu fomos vê-la.

Esta seria minha primeira visita a este museu, embora ele não tivesse sido construído recentemente. Além disso, estava muito feliz com a perspectiva de apreciar objetos artísticos. Só que, na verdade, eu estava ainda mais ansiosa para rever o bairro. Pensava: “Como estará o local da nossa antiga casa? E os arredores da propriedade do senhor Goto, os antigos vizinhos?”

Conforme o nosso carro ia se aproximando do seu destino, eu sentia meu coração bater mais forte pela possibilidade de vislumbrar locais familiares: ruas, construções, alamedas... Eu estava com saudades daquele tempo querido.

Na realidade, aquela região estava sendo transformada em uma área residencial: ruas grandes e largas sendo abertas para todas as direções. Havia escavadeiras e betoneiras por todo lado, e quase mais nada que me fizesse lembrar o passado: sentia-me uma forasteira desorientada.

De repente, avistamos a Escola Primária de Tamagawa, que havíamos frequentado. Meu irmão exclamou, enquanto dirigia o carro: “Olha, é a Escola Primária de Tamagawa!” Subitamente, veio 
à minha mente a nossa velha escola. Percebi que ela conservava a mesma estrutura de antigamente, embora seu aspecto descuidado tenha me decepcionado um pouco. No entanto, fui envolvida por uma profunda nostalgia.

Depois passamos por locais conhecidos, como a antiga livraria, a tabacaria e a ponte perto da qual brincávamos. Pegamos uma avenida, antigamente deserta, que agora encontrava-se com um intenso tráfego. Através dela, chegamos ao lugar onde ficava o Hozan-so. No entanto, a casa não estava mais lá. O terreno havia sido loteado e se transformou numa área residencial de luxo, em que residiam algumas pessoas famosas.

Continuamos pela estrada por aproximadamente cem metros, percorrendo um lugar onde antes, ao longo de uma cerca viva, existiam enormes cerejeiras, castanheiras e cedros. Essas árvores proporcionavam um ambiente de profunda tranquilidade, devido à sombra que formavam. Hoje, elas desapareceram sem deixar vestígio: foram cortadas para dar lugar a uma rua comum, em 
cujo final, ergue-se o Museu de Arte Goto.

Após estacionar e subir as escadas, entramos no prédio  construído no estilo do Período Fujiwara (900 – 1185 D.C.), chegando a um local em formato de “U”. à frente, havia um gramado; do lado direito, uma sala de exposições e, à esquerda, uma sala de conferências. Observando o jardim por uma larga porta de vidro, notei que ele havia sido construído em um suave declive.

No passado, a topografia de toda a vizinhança era assim e o antigo Hozan-so não era exceção. Por isso, eu sabia que se seguissemos em direção ao sul chegaríamos ao lugar do Fujimi-tei,  residência 
de Meishu-Sama. Ele havia construído no final do declive um lago sobre o qual passava uma ponte de madeira em ziguezague, inspirada num dos trabalhos mais conhecidos do famoso artista japonês Korin Ogata (1658–1716), o Yatsuhashi.

Antigamente, havia grandes árvores japonesas em volta do lago e elas tinham tornado esse local seguro e úmido, ouvindo-se o coaxar dos sapos escondidos nas suas margens. Tinha sido um 
lar para aranhas de água e larvas de mosquitos, tanto quanto um paraíso para as crianças. Hoje, parece-me estranho que Meishu-Sama, que apreciava ambientes claros, tivesse deixado esse lugar 
completamente da forma como era. Talvez tenha sido pelo fato de Nidai-Sama querer que tudo permanecesse em seu estado natural, e Ele, sem opção, o tenha deixado assim, cedendo à firme 
vontade da esposa – o que é apenas uma suposição minha, mas me faz rir só de pensar.

Desse lago, se subíssemos pelo caminho da esquerda, sairíamos em frente ao Fujimi-tei. Lá em cima, observando o lado oeste num dia claro, era possível ver o céu, amplo e infinito; olhando para baixo, víamos as plantações verdejantes, os canais de irrigação, as construções rústicas do campo e estradas de terra. Um pouco mais adiante, corria o luminoso rio Tamagawa e depois avistava-se a cidade de Kawasaki. Nos dias ensolarados, era possível enxergar até a Cordilheira de Tanzawa, os Alpes Japoneses e o Monte Fuji.

Meishu-Sama adorava esse cenário e, desejando apreciá-lo o tempo todo, construiu uma casa anexa, o Fujimi-tei, voltada para o oeste. Ele gostava tanto dessa casa que suportava do calor forte e incessante do sol no verão ao vento gelado do inverno, que se infiltrava por todas as frestas da casa, fazendo-O tremer de frio. Por isso, preferia morar ali do que na casa principal.

No pôr do sol de tardes lindas e ensolaradas, uma languidez envolvia lentamente as cidades; as aldeias e as montanhas distantes apresentavam-se nítidas e bem delineadas. O céu, que até então 
estava meio esbranquiçado, ia, de repente, ficando com uma cor rosada, espalhando-se sobre o firmamento. As nuvens iluminavam-se, destacando suas orlas de ouro com um brilho deslumbrante, 
dominando todo o céu. Nesse momento, parecia que a Terra prendia a respiração e sua única opção era observar o grandioso espetáculo.

Hoje, compreendo a surpresa e a alegria que Meishu-Sama sentiu ao vir esse local pela primeira vez e como deve ter sido irresistivelmente forte o seu desejo de adquirir esse terreno de qualquer jeito, apesar de possuir apenas a décima parte da quantia necessária para a sua compra. Acredito que, mesmo nos dias atuais, por mais que procuremos por toda a cidade de Tóquio, jamais conseguiremos encontrar um local tão paradisíaco como esse. Meu coração ainda dói ao lembrar-me do sentimento de pesar de Meishu-Sama quando teve que abrir mão do Hozan-so para adquirir o Pote de Glicínias (que Ele tanto sonhava).

Sandai-Sama

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

SEM QUALQUER DESPERDÍCIO DE TEMPO - Reminiscências de Meishu-Sama



Meishu-Sama devotou-se de forma extraordinária à expansão da Obra Divina. Por esse motivo, não desperdiçava um minuto sequer, dedicando-se de corpo e alma ao cumprimento de Sua missão.
Ele planejava pormenorizadamente as tarefas diárias. Talvez pensasse que, se agisse de modo contrário, não conseguiria realizar tudo o que precisava fazer. Quando encontrava alguém, por exemplo, mantinha diálogos proveitosos. Jamais permitia conversas inúteis e sempre ouvia a pessoa com disposição e seriedade.
Como Meishu-Sama acreditava que era imperativo acompanhar os acontecimentos do mundo, programava as suas atividades de modo que pudesse ouvir os noticiários sem ser interrompido – enquanto tomava banho, cortava o cabelo, fazia a barba, as refeições, etc. Ele dava extrema importância a essas transmissões e aos comentários sobre a situação mundial, utilizando sempre os mais modernos meios de comunicação – na época: a televisão e o rádio. 
Sempre que Meishu-Sama fazia um passeio era acompanhado por um assistente que carregava um rádio portátil. Por exemplo, enquanto estava supervisionando a construção da casa de chá no centro do jardim Hekiun-so, sua residência em Atami, Ele ouvia o rádio. Assim, os carpinteiros sabiam pelo som, quando Ele estava chegando e começavam a trabalhar mais vigorosamente. O Seu rádio funcionava com um sinal de alerta para os trabalhadores.

Sandai-Sama

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