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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O CULTIVO DA AGRICULTURA NATURAL - Reminiscências de Meishu-Sama


Enquanto Meishu-Sama viveu no Hozan-so em Tamagawa, plantou mudas de flores, chá e legumes no amplo terreno da propriedade. Utilizando um espaço em que havia água corrente, transformou-a num arrozal. Além disso, preparou uma pequena horta, em que plantava várias verduras, aproveitando para estudar a consistência e a natureza química do solo. Ele mesmo fazia 
parte do trabalho, estimulando, dessa forma, os jovens à prática agrícola.

No começo, não demos muita atenção a esse projecto. Mais tarde, percebemos que Meishu-Sama, se dedicava a ele com muito empenho e carinho quando estava livre. Na verdade, estava trabalhando de acordo com um plano bastante profundo.

“Este é um produto cultivado pelo processo natural. Não é delicioso?” – perguntou-nos orgulhoso depois que a primeira safra chegou. Os produtos eram realmente bons e saborosos. Foi somente depois de muitos anos de estudo, realizando pesquisas, que Meishu-Sama chegou à conclusão de que o seu método natural de cultivo era o melhor. Por isso, começou a difundi-lo amplamente na sociedade, o que gerou a Associação para Expansão da Agricultura Natural. As Suas ideias foram adoptadas por muitos fazendeiros, membros e não membros em todo o país.

Nidai-Sama

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A LEI DA NATUREZA (LEI DA GRANDE HARMONIA) E A MISSÃO DA FILOSOFIA DE MOKITI OKADA


"Durante três mil longos anos, a Humanidade tem vindo a afastar-se cada vez mais da Lei da Natureza, que é a Lei do Universo, a Vontade de Deus, a Verdade.
Movido pelo materialismo, que o faz acreditar apenas naquilo que vê, e pelo egoísmo, que o leva a agir de acordo com a sua própria conveniência, o Homem tornou-se prisioneiro de uma ambição desmedida e inconsequente e vem destruindo o equilíbrio do planeta, criando, para si e para o seu semelhante, desarmonia e infelicidade.
As graves consequências do desrespeito às Leis Naturais podem ser verificadas na agricultura, na medicina, na saúde, na educação, na arte, no meio ambiente, na política, na economia e em todos os demais campos da actividade humana. Esta situação atingiu já o seu limite. Se continuar a agir assim, certamente que o Homem acabará por destruir o planeta e por se destruir a si próprio.
A Filosofia de Mokiti Okada tem o objectivo de despertar a Humanidade, alertando-a para essa triste realidade. Ela cultiva o espiritualismo e o altruísmo, faz o Homem acreditar no invisível e ensina que existem espírito e sentimento não só no ser humano, mas também nos animais, nos vegetais e nos demais seres.
A Difusão do Johrei, o desenvolvimento da Agricultura Natural e a divulgação do Belo são práticas básicas da filosofia de Mokiti Okada, capazes de transformar as pessoas materialistas em espiritualistas e as egoístas em altruístas, restituindo ao planeta o seu equilíbrio original.
O seu objectivo final é reconduzir a Humanidade a uma vida de acordo com a Lei da Natureza e construir uma nova civilização, alicerçada na verdadeira saúde, na prosperidade e na paz."

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A FORÇA DO SOLO: Ensinamento de Meishu-Sama


O princípio básico da Agricultura Natural consiste em fazer manifestar a força do solo. Até agora o homem desconhecia a verdadeira natureza do solo, ou melhor, não lhe era dado conhecê-la. Tal desconhecimento levou-o a adoptar o uso de adubos e acabou por colocá-lo numa situação de total dependência em relação a eles, tornando essa prática uma espécie de superstição.
No começo, por melhor que eu explicasse o processo da Agricultura Natural, as pessoas não me davam ouvidos e acabavam em gargalhadas. Pouco a pouco, porém, minhas explicações foram sendo aceitas e, ultimamente, de ano para ano, aumenta o contingente de praticantes do novo método, mesmo porque as colheitas, em toda parte, vêm dando prodigiosos resultados. Ainda que a maioria pertença à esfera dos fiéis de nossa Igreja, em várias regiões já está aparecendo, fora dessa esfera, um número considerável de simpatizantes e praticantes da Agricultura Natural, número este que tende a aumentar rapidamente. Falando abertamente, a divulgação do nosso método de agricultura poderá ser definida como “movimento para destruir a superstição dos adubos”.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

LUZ DA INTELIGÊNCIA: Ensinamento de Meishu-Sama

"A profundidade da inteligência depende da força da sinceridade." Meishu-Sama


Todos se referem à inteligência como se fosse uma coisa única. Mas ela pode ser de vários tipos, apresentando diferentes níveis de profundidade.
Dentre as inteligências, as mais elevadas são: a Divina, a sagrada e a superior. Precisamos aprofundar a nossa própria fé, a fim de cultivá-las. Elas surgem quando possuímos espírito correcto, que admite a existência de Deus. Quando há esforço baseado na virtude, esses aspectos superiores da inteligência se desenvolvem, e a recompensa será a verdadeira felicidade.
Em nível mais baixo, estão as inteligências calculista, ardilosa, satânica e outras, que nascem do mal. Todos os criminosos servem como exemplo. Os delinquentes intelectuais, especialistas em fraudes, possuem-nas em alto grau. Os conhecidos “heróis” de sucesso passageiro nada mais são do que portadores, em ampla escala, dessas inteligências nocivas.
É interessante notar que quanto maior for a inteligência do bem, mais profunda ela é; quanto maior a inteligência do mal, mais superficial. Basta analisar a vida dos criminosos, desde épocas remotas, para verificar o que estamos dizendo. Eles fazem planos aparentemente perfeitos, mas que, na prática, apresentam alguma falha. É essa falha que torna público e notório o seu fracasso. Por conseguinte, se o homem deseja crescente prosperidade, deve fazer esforços para aprofundar sua inteligência.
A profundidade da inteligência depende da força da sinceridade. Assim, conclui-se que o homem cuja fé não é correcta, nada conseguirá. Tão logo seja aceita essa teoria, desaparecerão os males da sociedade.
O homem de hoje é superficial. Isto pode ser facilmente observado por quem examina os vários campos da actividade humana. Os políticos, por exemplo, só se ocupam de assuntos imediatos; qualquer outro é negligenciado até que tome vulto. Suas providências assemelham-se aos remédios alopatas: combatem os efeitos e não as causas. Ora, todo problema surge porque existe uma causa; nada acontece sem motivo.
A inteligência superficial não consegue prever o futuro, ficando impossibilitada de estabelecer uma verdadeira política. No jogo de xadrez, o mestre ganha a partida porque “enxerga” os lances subsequentes; o novato é derrotado porque não os prevê.
Neste sentido, o homem deve conscientizar-se de que precisa cultivar as inteligências de nível superior, pois, sem elas, não obterá o verdadeiro êxito. E devemos compreender que a Fé é o único meio para adquiri-las.

Meishu-Sama, 25 de maio de 1949

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O GLOBO TERRESTRE RESPIRA: Ensinamento de Meishu-Sama



Todos sabem que os seres vivos respiram. Na verdade, a respiração é uma propriedade de todos os seres até mesmo dos vegetais e dos minerais. Se eu disser que o globo terrestre também respira, muitos poderão achar estranho; todavia, a explanação que farei a seguir, tenho certeza de que ninguém irá discordar.
O globo terrestre respira uma vez por ano. A expiração inicia-se na Primavera e chega ao ponto culminante no Verão. O ar que ele expira é quente, como no caso da respiração do homem, e isso se deve à dispersão do seu próprio calor. Na Primavera essa dispersão é mais intensa, e tudo começa a crescer; as folhas começam a brotar e até o homem se sente mais leve. Com a chegada do Verão, as folhas tornam-se mais vigorosas e, atingindo o clímax da expiração, o globo terrestre recomeça a inspirar; daí as folhas principiarem a cair. Tudo toma, então, um sentido decrescente, e o próprio homem fica mais austero. O outro ponto culminante é o Inverno. Essa é a imagem da Natureza.
O ar expirado pelo globo terrestre é a energia espiritual do solo, que a Ciência denomina Nitrogénio; graças a ele as plantas se desenvolvem. O Nitrogénio sobe às camadas mais altas da atmosfera junto com a corrente de ar ascendente e lá se acumula, retornando ao solo com as chuvas. Esse é o adubo da Natureza, à base do Nitrogénio. Por essa razão, é um erro retirar o Nitrogénio do ar e utilizá-lo como adubo. É certo que com a aplicação de adubo químico à base de Nitrogénio consegue-se o aumento da produção, mas seu uso prolongado acarreta intoxicação e envelhecimento do solo, pois a força deste diminui.
Como é do conhecimento geral, o adubo à base de Nitrogénio foi elaborado pela primeira vez na Alemanha, durante a Primeira Guerra Mundial. No caso de ser necessário aumentar a produção de alimentos devido à guerra, ele satisfaz o objectivo; entretanto, com o fim da guerra e o consequente retorno à normalidade, seu uso deve ser suspenso.
Outro aspecto importante é o que diz respeito às manchas solares, que desde a antiguidade têm servido de assunto para muitos debates. A verdade é que essas manchas representam a respiração do Sol. Dizem que elas aumentam de número de onze em onze anos, mas isso acontece porque a expiração chegou ao ponto culminante. Com relação ao luar, considera-se que ele é o reflexo da luz do Sol, mas convém saber que o Sol arde graças ao elemento água, proveniente da Lua. Esta possui um ciclo de vinte e oito dias, e isso também constitui o seu movimento de respiração.


Meishu-Sama, 5 de Setembro de 1948

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