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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

DUAS TAREFAS AO MESMO TEMPO - Reminiscências de Meishu-Sama




Meishu-Sama sempre utilizava o tempo da melhor maneira possível, procurando empreender duas tarefas simultaneamente
Enquanto fazia caligrafias ou estudava Ate, alguém massageava-Lhe os ombros para aliviar o cansaço ou fazia a leitura dos jornais. 
Pode parecer, à primeira vista, que Meishu-Sama só conseguiu alicerçar a Obra Divina porque tinha um poder extraordinário. Mas foi aliando a Sua atenção para os detalhes do cotidiano, a perspicácia para os negócios e uma grande vontade de trabalhar que produziram os resultados alcançados atualmente.
Com o passar dos anos, o fundador de uma religião é normalmente adorado como um ser divino pelos seus seguidores devotados, considerados por outros, uma autoridade, e frequentemente citado em livros e conferências. Embora Meishu-Sama seja um ser de caráter Divino, era uma pessoa calorosa e familiar que abraçamos em nossos corações com muita proximidade. É verdade que Ele tinha uma qualidade espiritual especial e não podemos considerá-Lo do mesmo nível da maioria das pessoas. Antes da Revelação Divina, entretanto, Ele era simplesmente um ser humano que tinha atravessado inúmeras dificuldades desde a infância, sofrendo com a pobreza, doenças, adversidades e fracassos. foi depois de todas essas experiências com as quais Deus O estava 
preparando que Lhe foi revelada a Sua missão. Elas testaram Sua força e deram-Lhe uma profunda compreensão sobre os outros. 
Por isso, Ele nunca hesitou durante os primeiros anos de trabalho ou falhou com Seus seguidores. Muito pelo contrário, foi sempre um exemplo e uma inspiração para eles.

Reminiscência de Meishu-Sama por Sandai-Sama

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

RELIGIÃO, EDUCAÇÃO E POLÍTICA - Ensinamento de Meishu-Sama



Atualmente, a sociedade está repleta de males. Por toda a parte ocorrem factos desagradáveis, una após os outros; a intranquilidade das pessoas alcança o auge. É urgente, portanto, meditar muito, para encontrar a causa dos males sociais. de onde eles provêm? A quem responsabilizar?
Obviamente, a culpa não poderia deixar de ser da Religião, da Educação e da Política. A chave para a solução do problema é saber em que ponto está localizado o gravíssimo equívoco.

Em primeiro lugar tratarei da Religião.

Exceptuando o Cristianismo, as outras religiões tradicionais estão muito atrasadas. Inclusive o Budismo, que nasceu há mais de dois mil e seiscentos anos, visando o povo hindu, já não condiz com a nossa época, por mais importante que tenha sido Sakyamuni e por mais profundos que sejam os seus ensinamentos. Naturalmente, a situação é ainda mais grave com a sociedade japonesa actual. Os hindus daquela época faziam meditações diárias no interior das matas e liam milhares de livros sagrados para encontrarem a Verdade. Para os homens actuais, no entanto, que precisam de trabalhar da manhã à noite a fim de ganhar o pão de cada dia, isso é impraticável. É mesmo natural que, apesar de todos os seus esforços para se manterem activas, as religiões tradicionais nada conseguiam fazer além de proteger túmulos e lamentar a situação em que se encontram. Se elas se valem da assistência social como único meio para sobreviver, ninguém poderá negar que estão fora dos campos de actuação religiosa.

Quanto à Educação, também está muito distante do verdadeiro caminho. O seu real objectivo é formar homens íntegros, isto é, homens que façam da justiça o seu código de Fé e se esforcem para aumentar o bem-estar social, contribuindo para o progresso e a elevação da cultura. Na situação actual, porém, até mesmo os que se formam nas melhores escolas superiores praticam crimes e outras acções que prejudicam a sociedade. Urge fazer algo para modificar essas condições.
O maior erro da Educação é ser totalmente materialista. Estamos cansados de dizer que, se ela não evoluir juntamente com espiritualismo, não lhe será possível nem mesmo sonhar em atingir o seu verdadeiro objectivo. Entretanto, como esse erro vem de longa data, estamos conscientes de que enfrentaremos muitas dificuldade se tentarmos eliminá-lo bruscamente.

O ideal espiritualista é fazer reconhecer a existência do espírito, o que significa fazer reconhecer a existência de Deus. Sem isso, o espiritualismo não teria fundamento. Naturalmente a Religião encarregou-se disso até hoje, mas não obteve resultado visível, porque não havia uma religião com força suficiente para tanto. Nasceu, então, a nossa Igreja, dotada de força para fazer com que todos reconheçam o espiritualismo e com que a Religião e a Ciência caminhem lado a lado. Dessa forma, nascerá um mundo de eterna paz, onde todos poderão viver uma vida celestial. Se o progresso da cultura, por maior que ele seja, não promove, paralelamente, o aumento da felicidade, a culpa cabe ao próprio homem, que ficou preso apenas à cultura material. A Humanidade precisa perceber isso o quanto antes.
No que concerne à Política, a sua situação também é calamitosa. Tomarei por base exclusivamente a política japonesa, que, mesmo sob o domínio estrangeiro, é assaz medíocre. Sendo ela materialista, o seu conteúdo torna-se mais medíocre ainda. Podemos afirmar que não existem muitos políticos de visão ampla e que a maioria se restringe às tarefas do dia-a-dia. Isso acontece porque os seus espíritos estão maculados, de modo que, embora sejam políticos, eles não conseguirão, de maneira alguma, manter um desempenho desejável se não tiverem por base a Fé. Como as religiões tradicionais não têm força suficiente para modificá-los, a única solução é o aparecimento de uma religião nova e poderosa.

Meishu-Sama, 27 de Agosto de 1949


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A LEI DA NATUREZA (LEI DA GRANDE HARMONIA) E A MISSÃO DA FILOSOFIA DE MOKITI OKADA


"Durante três mil longos anos, a Humanidade tem vindo a afastar-se cada vez mais da Lei da Natureza, que é a Lei do Universo, a Vontade de Deus, a Verdade.
Movido pelo materialismo, que o faz acreditar apenas naquilo que vê, e pelo egoísmo, que o leva a agir de acordo com a sua própria conveniência, o Homem tornou-se prisioneiro de uma ambição desmedida e inconsequente e vem destruindo o equilíbrio do planeta, criando, para si e para o seu semelhante, desarmonia e infelicidade.
As graves consequências do desrespeito às Leis Naturais podem ser verificadas na agricultura, na medicina, na saúde, na educação, na arte, no meio ambiente, na política, na economia e em todos os demais campos da actividade humana. Esta situação atingiu já o seu limite. Se continuar a agir assim, certamente que o Homem acabará por destruir o planeta e por se destruir a si próprio.
A Filosofia de Mokiti Okada tem o objectivo de despertar a Humanidade, alertando-a para essa triste realidade. Ela cultiva o espiritualismo e o altruísmo, faz o Homem acreditar no invisível e ensina que existem espírito e sentimento não só no ser humano, mas também nos animais, nos vegetais e nos demais seres.
A Difusão do Johrei, o desenvolvimento da Agricultura Natural e a divulgação do Belo são práticas básicas da filosofia de Mokiti Okada, capazes de transformar as pessoas materialistas em espiritualistas e as egoístas em altruístas, restituindo ao planeta o seu equilíbrio original.
O seu objectivo final é reconduzir a Humanidade a uma vida de acordo com a Lei da Natureza e construir uma nova civilização, alicerçada na verdadeira saúde, na prosperidade e na paz."

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O PARAÍSO É O MUNDO DO BELO - Ensinamento de Meishu-Sama

O PARAÍSO É O MUNDO DO BELO - ENSINAMENTO DE MEISHU-SAMA

Os fiéis da nossa Igreja estão bem cientes de que o objectivo de Deus é a construção do mundo ideal, de perfeita Verdade, Bem e Belo.
(…) neste mundo, existem coisas erradas. Há casos, por exemplo, em que a Fealdade se associa à Verdade e ao Bem. Ao ver tais factos, muitas vezes as pessoas fazem deles alvo de admiração e respeito. Em termos mais claros, desde tempos remotos, não são poucas as pessoas que, comendo e vestindo-se precariamente, morando em cabanas, enfim, vivendo uma vida miserável, realizam práticas virtuosas para o bem do próximo e da sociedade. Realmente, se suas condições de vida fossem desfavoráveis, isso seria inevitável para elas poderem sobreviver, mas algumas, mesmo tendo condições para viverem de modo diferente, escolhem espontaneamente tal forma de vida, o que acredito não ser desejável.
(…) neste sentido, desde que não ultrapassem as condições adequadas a cada indivíduo, as vestes, a alimentação e a moradia do homem devem ser utilizadas da maneira mais bela possível, porque isso está de acordo com a Vontade Divina. Além do mais, o Belo não é simplesmente uma satisfação individual, mas também o que causa uma sensação agradável aos outros; assim, podemos dizer que é uma espécie de boa acção. Na verdade, quanto mais alto grau de civilização a sociedade alcançar, tudo deverá se tornar mais belo.
(…) dentro de casa, deve-se sempre ter o cuidado de não deixar teias de aranha no tecto, de conservar o assoalho tão limpo que não haja nem um cisco, de arrumar logo os objectos desagradáveis à vista e deixar os utensílios bem organizados.
Assim, tanto os moradores da casa como as visitas sentir-se-ão bem, o sentimento de respeito nascerá naturalmente, e o conceito do chefe da casa também se elevará. Devemos, ainda, cuidar do aspecto externo das residências.
Através disso, exerceremos boa influência sobre os indivíduos e, em grande escala, muito mais do que pensamos, sobre a sociedade e a nação. E mais ainda; através desse ambiente belo, os sentimentos dos cidadãos também se tornarão belos, e os crimes e os acontecimentos desagradáveis diminuirão, o que, consequentemente, se tornará um dos factores determinantes do Paraíso Terrestre.
Finalizando, escreverei a meu respeito. Desde jovem eu gostava de tudo que dissesse respeito ao Belo. Embora fosse muito pobre, cultivava flores em espaços vazios e, quando dispunha de tempo, pintava quadros. Sempre que me era possível, visitava museus e exposições. Na Primavera, apreciava as flores, e no Outono, o bordo.
Agora, pela graça de Deus, a minha vida se tornou mais afortunada, e, além de apreciar o Belo como desejo, isso constitui uma ajuda para a realização das actividades da Obra Divina.
(…) Actualmente, quando o mundo está para se tornar Dia, a salvação é efectuada num estado paradisíaco, de modo que é necessário reflectir profundamente sobre esse ponto.

Meishu-Sama em 11 de Julho de 1951
fonte: Alicerce do Paraíso, Volume 5
Ouça o ensinamento aqui


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL PODE SER EVITADA: Ensinamento de Meishu-Sama




A eclosão de uma Terceira Guerra Mundial é a maior ameaça com que se defronta hoje a humanidade. Pensadores, cientistas e intelectuais do mundo inteiro, cada qual na sua posição, estão procurando evitá-la por meio de trabalhos escritos e debates, nos quais fazem uso de todos os seus conhecimentos.
Ante o perigo de uma terceira guerra, as religiões tampouco podem permanecer caladas, pois um dos objectivos da religião é construir um mundo de paz isento de conflitos. Todos os religiosos, portanto, devem contribuir, por meios pacíficos, para evitar um conflito nuclear. Por isso, vou escrever sobre o princípio que origina as guerras e mostrar como é possível não só evitá-las, mas também acabar com todos os tipos de guerras da humanidade. Para melhor compreensão, falarei sobre doença e saúde.
Como sempre digo, a doença é um sofrimento decorrente da eliminação das nuvens acumuladas no corpo espiritual. Todo e qualquer sofrimento, sem excepção, provém das nuvens espirituais. No plano físico, a purificação das impurezas se processa sob forma de doenças ou de outros sofrimentos. Portanto, se o homem quiser libertar-se do sofrimento, não há outra solução senão evitar a acumulação de impurezas e, ao mesmo tempo, eliminar as máculas que já tiver acumulado.
Os sofrimentos grupais - isto é, os causados por vendavais, inundações, incêndios, terremotos, agitações sociais, etc. também constituem acções purificadoras. A Guerra nada mais é do que uma purificação generalizada. É claro, portanto, que para evitar a guerra não existe outro meio senão eliminar as nuvens espirituais de cada indivíduo.
Se eclodir uma Terceira Guerra Mundial, é porque terá aumentado o número de seres humanos que acumularam uma quantidade excessiva de nuvens, chegando a uma situação-limite. E não exagero ao afirmar que o mundo, actualmente, está repleto desse tipo de pessoas. Mas por que aumentou tanto o número de homens carregados de impurezas? Por causa da acumulação de máculas e pecados decorrentes da prática do mal, principal consequência de uma educação ateísta e materialista. Esse é um resultado natural, porque a educação materialista nublou excessivamente a alma dos seres humanos, tornando-as virtualmente cegas. O problema, portanto, só pode ser solucionado mediante a correcção dessas ideias materialistas.
É preciso saber que pela Lei do Universo, onde quer que se acumulem impurezas surgirá, infalivelmente, uma acção purificadora natural. As epidemias, por exemplo, embora o surgimento de bactérias seja uma causa directa, a sua verdadeira causa é que os homens precisam de purificar. Trata-se, portanto, de uma ocorrência natural surgida pela Lei da Sintonia, que se aplica a todas as coisas materiais existentes sobre a face da Terra.
As grandes metrópoles, por exemplo, com seus imensos edifícios e quase todas as coisas materiais, são produtos do mal, isto é, um conglomerado de máculas. Consequentemente, estão fadadas à destruição.
Assim, o homem e todas as coisas impuras da Terra terão de ser purificados de uma só vez através de uma grande guerra. E nada se pode fazer, porque essa é a imutável Lei do Universo. É claro, portanto, que os homens e todas as coisas deste mundo devem purificar-se para que não se torne necessária essa grande acção purificadora.
Mas existe algum método de purificação geral? Eu respondo que sim. Esta é a missão da Messiânica, foi para isto que nasceu a nossa doutrina. Sendo o mundo a soma de indivíduos, se cada ser humano se tornar digno a ponto de não mais precisar de purificação, a Terceira Guerra Mundial se tornará desnecessária.
Mokiti Okada, 17 de Outubro de 1951

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