by **~~Love´s Alchemy~~**
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quarta-feira, 27 de abril de 2016

ESTE NÃO É O MOMENTO PARA DISCRIMINAÇÕES - Mensagem de Nidai-Sama



Todas as pessoas no mundo são filhos de Deus; portanto, Ele deseja ajudar a todas, quer tenham fé ou não.
Tempo virá em que todos crerão Deus e no seu Plano.
Os fiéis que já despertaram para a Sua Realidade e o Seu Plano, devem se inteirar das suas missões e guiar os ainda incautos e esclarecê-los, não permitindo que sintam a purificação total do mundo por ignorá-la.
Este não é momento para discriminações.
Temos que nos convencer que é Vontade de Deus salvar todo o seu povo e não apenas os mais esclarecidos e mais purificados, para o estabelecimento do Paraíso na Terra.
Há um provérbio que diz: "Se Deus salva os bons, porque não os maus também?" Essa é a Vontade de Deus. Lembremo-nos disso na atividade da Obra Divina! É agradável lidar com os que estão querendo ser ajudados, mas não nos esqueçamos dos que são de difícil acesso.
Quando é preciso, Deus nos envia força extra para superar qualquer barreira.
A falha em guiar outros por indolência ou preguiça, não oferece justificativa para o privilégio do servir, ou para as bênçãos recebidas com o Johrei.
Urge envidar agora os maiores esforços para auxiliar na purificação dos outros. A pessoa imbuída de verdadeira fé, jamais dirá: "Já trabalhei bastante. Agora está na hora de outras pessoas também trabalharem, porque eu também preciso cuidar dos meus interesses". Cada fiel, seja jovem ou adulto, deve se decidir à completa entrega na missão de purificação da Terra inteira, com determinação, para que a Obra de Deus progrida como deve e o mundo possa ser mais rapidamente aperfeiçoado."


Nidai-Sama


quarta-feira, 6 de abril de 2016

FÉ PRATICADA DIARIAMENTE - Ensinamento de Nidai-Sama



O caminho para a fé é fácil e é também difícil porque não se chega a um ponto de fé inabalável em um dia. Como em tudo o mais, a prática é necessária e há vários estágios para se vencer, antes de alcançá-la permanentemente. O discernimento espiritual deve ser ampliado até que seja integrante de nosso ser. A fé deve ser praticada diariamente, ainda que não estejamos enfrentado problemas ou adversidades.
Se orarmos a Deus normalmente pelas manhãs e à noite, se nos dedicarmos de coração e alma aos nossos deveres quotidianos, conscientes de que foi Deus quem os reservou, receberemos Sua orientação e protecção. Através dessas práticas chegaremos a compreender que uma forte aliança com Deus tornará mais feliz cada momento da nossa vida.

Finalmente, quando chegamos a compreender que o Homem veio a este mundo para que possa ter efectiva participação no Plano de Deus para criação do Paraíso Terrestre e trabalhamos para esse fim como nosso mais importante objectivo na vida, tornamo-nos então profundamente felizes.

Mesmo quando se trata de uma vida simples, se vivida com fé, nela a pessoa terá Deus a seu lado. Tal vida é digna de respeito pois nela há dignidade e espiritualidade.


Algumas Práticas diárias:

- Orar a Deus de manhã e à noite
- Fazer os nosso deveres quotidianos com sentimento de dedicação
- Trabalhar para a construção do Paraíso Terrestre fazendo felizes as pessoas à nossa volta
- Viver com gratidão todos os momentos da nossa vida, mesmo os mais simples, sabendo que foi Deus que os reservou

É a prática da fé que nos liga a Deus.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A FORÇA DO SOLO: Ensinamento de Meishu-Sama


O princípio básico da Agricultura Natural consiste em fazer manifestar a força do solo. Até agora o homem desconhecia a verdadeira natureza do solo, ou melhor, não lhe era dado conhecê-la. Tal desconhecimento levou-o a adoptar o uso de adubos e acabou por colocá-lo numa situação de total dependência em relação a eles, tornando essa prática uma espécie de superstição.
No começo, por melhor que eu explicasse o processo da Agricultura Natural, as pessoas não me davam ouvidos e acabavam em gargalhadas. Pouco a pouco, porém, minhas explicações foram sendo aceitas e, ultimamente, de ano para ano, aumenta o contingente de praticantes do novo método, mesmo porque as colheitas, em toda parte, vêm dando prodigiosos resultados. Ainda que a maioria pertença à esfera dos fiéis de nossa Igreja, em várias regiões já está aparecendo, fora dessa esfera, um número considerável de simpatizantes e praticantes da Agricultura Natural, número este que tende a aumentar rapidamente. Falando abertamente, a divulgação do nosso método de agricultura poderá ser definida como “movimento para destruir a superstição dos adubos”.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

SER AMADO POR DEUS: Ensinamento de Meishu-Sama



A essência da fé, em poucas palavras, é Ser amado por Deus ou Estar no agrado de Deus. Deste modo, devemos saber que tipo de pessoa é amada por Deus. Mas deixemos isso para depois; devemos, primeiramente, conhecer a missão da nossa Igreja. Ela está relacionada ao Juízo Final, de Cristo e à extinção do budismo, de Sakyamuni, factos esses que estão prestes a acontecer.
Deus e as entidades búdicas estão manifestando seu grande amor misericordioso, fazendo com que um maior número de pessoas ultrapasse a grande transição do mundo. E como Deus actuará? Naturalmente, Ele utilizará os homens, e acredito que fui escolhido para assumir esta grande missão.
Como é uma grande missão, jamais vista ou ouvida, acabo até achando-a difícil demais de ser realizada; porém, como é o grandioso Deus Supremo que me outorgou essa missão, não tenho alternativa.
Inicialmente, duvidei e até resisti, mas não havia meio de recusá-la, pois estava acima das minhas forças. Deus me utiliza livremente. Não são poucas as vezes em que Ele me fez sentir alegrias extremas e aquelas em que me obrigou a enfrentar situações infernais. Porém, cada vez que isso ocorria, percebia a Sua mão invisível, o Seu indescritível poder de atracção e experimentava o gratificante sabor da vida. Talvez seja uma sensação impossível de ser expressa em palavras que, provavelmente, somente eu tenha vivido na face da Terra.
O mais importante é procurar saber o que devemos fazer para sermos do agrado de Deus. Qualquer pessoa de bom senso sabe que o que desagrada a Deus é agir fora do caminho, mentir, fazer os outros sofrer, causar incómodo à sociedade. Contudo, actualmente, existem muitas pessoas que não se importam com ninguém, achando que basta o próprio bem-estar e manifestam esse egoísmo na prática. Por se tratar de uma atitude das mais condenáveis, não há como estar do agrado de Deus. Assim, cada um precisa saber se está sendo amado por Deus ou não. É algo extremamente simples:
Para mim, nada vai a contento. Sofro de necessidades materiais; meu trabalho não progride; meu crédito é fraco; não consigo me rodear de pessoas; minha saúde também é insatisfatória; do jeito que trabalho, não entendo por que não dá certo. As pessoas que fazem esse tipo de comentário não estão sendo do agrado de Deus. Basta estar no agrado dEle e o nosso trabalho se desenvolve satisfatoriamente; as pessoas juntam-se ao nosso redor ao ponto de nos incomodar; os recursos materiais nos chegam em tão grande quantidade, que mal podemos utilizá-los em sua totalidade. O mundo, então, se torna um lugar agradável de se viver.
A fé só tem realmente valor quando somos felizes. Se a praticamos mas não alcançamos a felicidade, é porque o motivo, infalivelmente, se encontra em nosso próprio espírito.

Meishu-Sama, 25 de maio de 1949

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O GLOBO TERRESTRE RESPIRA: Ensinamento de Meishu-Sama



Todos sabem que os seres vivos respiram. Na verdade, a respiração é uma propriedade de todos os seres até mesmo dos vegetais e dos minerais. Se eu disser que o globo terrestre também respira, muitos poderão achar estranho; todavia, a explanação que farei a seguir, tenho certeza de que ninguém irá discordar.
O globo terrestre respira uma vez por ano. A expiração inicia-se na Primavera e chega ao ponto culminante no Verão. O ar que ele expira é quente, como no caso da respiração do homem, e isso se deve à dispersão do seu próprio calor. Na Primavera essa dispersão é mais intensa, e tudo começa a crescer; as folhas começam a brotar e até o homem se sente mais leve. Com a chegada do Verão, as folhas tornam-se mais vigorosas e, atingindo o clímax da expiração, o globo terrestre recomeça a inspirar; daí as folhas principiarem a cair. Tudo toma, então, um sentido decrescente, e o próprio homem fica mais austero. O outro ponto culminante é o Inverno. Essa é a imagem da Natureza.
O ar expirado pelo globo terrestre é a energia espiritual do solo, que a Ciência denomina Nitrogénio; graças a ele as plantas se desenvolvem. O Nitrogénio sobe às camadas mais altas da atmosfera junto com a corrente de ar ascendente e lá se acumula, retornando ao solo com as chuvas. Esse é o adubo da Natureza, à base do Nitrogénio. Por essa razão, é um erro retirar o Nitrogénio do ar e utilizá-lo como adubo. É certo que com a aplicação de adubo químico à base de Nitrogénio consegue-se o aumento da produção, mas seu uso prolongado acarreta intoxicação e envelhecimento do solo, pois a força deste diminui.
Como é do conhecimento geral, o adubo à base de Nitrogénio foi elaborado pela primeira vez na Alemanha, durante a Primeira Guerra Mundial. No caso de ser necessário aumentar a produção de alimentos devido à guerra, ele satisfaz o objectivo; entretanto, com o fim da guerra e o consequente retorno à normalidade, seu uso deve ser suspenso.
Outro aspecto importante é o que diz respeito às manchas solares, que desde a antiguidade têm servido de assunto para muitos debates. A verdade é que essas manchas representam a respiração do Sol. Dizem que elas aumentam de número de onze em onze anos, mas isso acontece porque a expiração chegou ao ponto culminante. Com relação ao luar, considera-se que ele é o reflexo da luz do Sol, mas convém saber que o Sol arde graças ao elemento água, proveniente da Lua. Esta possui um ciclo de vinte e oito dias, e isso também constitui o seu movimento de respiração.


Meishu-Sama, 5 de Setembro de 1948

sexta-feira, 10 de julho de 2015

A BÚSSOLA DA RECONSTRUÇÃO DO JAPÃO: Ensinamento de Meishu-Sama


Baseado na actual conjuntura, desejo tecer considerações a respeito da política nacional que o Japão precisa adoptar daqui para frente. Antes, porém, tenho que falar sobre a missão da nação japonesa.
Deus, para governar o mundo, concedeu a cada país uma missão específica. Evidentemente, o Japão não constitui excepção. Como a missão que lhe cabe não estava esclarecida até o presente momento, foram praticados os mais gritantes erros, decorrentes da interpretação caprichosa do homem. O resultado foi a nação caótica que vemos actualmente.
Analisando a história do Japão, evidencia-se que, desde a antiguidade, têm surgido grandes heróis e guerreiros, a maioria dos quais, utilizando-se da violência chamada guerra, enfeixou o poder em suas mãos. Em quase todos os lugares, podemos ver os males e crimes que eles cometeram, devastando territórios e fazendo o povo viver na pior das agonias. Em poucas palavras, pode-se afirmar que a história do Japão não passa do registro de uma disputa de poderes entre os dominantes. É facto real, sem margem de dúvida, que a maior e a última dessas disputas foi a Segunda Guerra Mundial. Desde que o Japão foi instituído como nação, seu povo tem sido muito sacrificado, vítima dessa situação conflitante. Vê-se, portanto, que não houve absolutamente história do povo.
Todavia, durante esse longo período, também houve épocas pacíficas de tempos em tempos. Nos períodos Assuka (592-707), Hakuho (646-723), Tempyo (710-797), Heian (801-899), Ashikaga (1338-1573), Kamakura (1205-1333), Momoyama (1574-1600), Guenroku (1688-1704), Kyoho (1763-1782), Bunka (1804-1817), Bunsei (1818-1829) e Meiji (1868-1911), apesar de sua curta duração, desenvolveu-se uma cultura pacífica, da qual foram preservadas até hoje algumas heranças. São quadros que retratam sua época, esculturas, objectos artesanais, etc. O facto de haverem sido criadas tantas peças artísticas maravilhosas em tão curto período de paz – peças que ainda hoje podemos apreciar – mostra-nos a elevada tendência dos japoneses para o Belo.
Outro ponto a ressaltar é a natureza do Japão. Todos os turistas que o visitam ficam admirados, dizendo que nenhum país tem paisagens tão puras e lindas como as japonesas. É também um dos países mais ricos em espécies de ervas, árvores e flores. Além disso, dizem que, no Japão, a variação das estações é incomparável, evidenciando-se nas transformações das montanhas, rios, plantas e árvores, nas flores da Primavera, no verde do Verão, no bordo do Outono, na queda das folhas durante o Inverno e em outros aspectos, cada qual expressando a beleza da sua estação.
É também característica a arte e a técnica dos japoneses na utilização da beleza natural da madeira e outros materiais nas construções. As artes plásticas e o artesanato são muito apreciados pelos estrangeiros, seja a pureza e riqueza das pinturas, os característicos “makiê”, as cerâmicas e outros objectos.
Kyoto e Nara escaparam aos bombardeamentos aéreos durante a guerra graças ao trabalho do Professor Langdon Warner (1881-1955), que se empenhou na preservação das duas cidades pela compreensão que tinha da arte japonesa, não obstante ser estrangeiro.
No que se refere aos produtos alimentícios, a grande quantidade de alimentos provenientes do mar, as verduras variadas e a técnica da culinária também evidenciam uma cultura muito característica, que vivifica o sabor natural das coisas.
Reflectindo sobre tudo isso, pode-se perceber qual é a missão inata do Japão: por meio da beleza natural e da beleza criada pelo homem, cultivar o espírito de nobreza do ser humano, dar-lhe tranquilidade e fortalecer-lhe o desejo de desfrutar da paz. Em termos mais concretos, tornar-se o jardim público do mundo e a fonte de toda e qualquer expressão do Belo.
Entretanto, em que situação nos encontramos! Ao invés de cumprir sua verdadeira missão, o Japão viveu por longo tempo sob a bandeira do militarismo, sem voltar sua atenção para mais nada. Uma vez que despertem para o significado de sua missão e reflictam profundamente, os japoneses poderão compreender o quanto estavam errados. A situação inédita em que o país se encontra, obrigado a dispensar os armamentos militares em consequência da derrota sofrida na guerra, só pode ser determinação de Deus para fazê-lo entender sua verdadeira missão. A propósito da inexistência de forças armadas, talvez haja, entre os japoneses, pessoas que se preocupam com o futuro da nação, mas acredito que seja uma preocupação desnecessária. Isto porque, se o Japão se tornar o parque público do mundo, incorporando o Bem e o Belo e apresentando-se como um jardim paradisíaco, embora ocorra uma guerra, os inimigos, e muito menos os aliados, não teriam coragem de destruí-lo.
Também em nossa Igreja, como todos sabem, estamos preparando e executando a construção do protótipo do futuro Paraíso Terrestre, nas cidades de Hakone e Atami, em locais escolhidos pela sua paisagem pitoresca. Nele está expresso o máximo da beleza das construções arquitectónicas e dos jardins. Além disso, estamos instalando o que se poderia chamar de local de apresentação das belas-artes para o exterior. A propósito, gostaria de ressaltar que, dentre os muitos produtos exportados pelo Japão, dificilmente a exportação dos produtos têxteis, que são tão característicos, poderá ultrapassar certo limite. Quanto às maquinarias, construções navais, trens, bondes, automóveis, bicicletas, etc., restringem-se a artigos comuns, destinados à massa popular dos países altamente desenvolvidos; para os países cuja população é de baixo nível, são exportados produtos que apenas satisfazem suas necessidades. Em termos de maquinaria de alto nível, de mercadorias variadas e de material cultural, talvez ainda estejamos longe de alcançar países desenvolvidos como os Estados Unidos. Por esse motivo, a política nacional que o Japão deve adoptar daqui para frente são os empreendimentos turísticos e a exportação de objectos de arte, obras artesanais e flores. Não seria exagero dizer que, além disso, quase nada tem futuro.
Existe, no entanto, um factor da maior importância: os problemas de saúde dos japoneses. Por mais perfeitas que sejam as instalações turísticas e por mais que nos tornemos alvo da admiração dos visitantes, se o Japão estiver infestado de doenças contagiosas, como a tuberculose, seria o mesmo que convidá-los para uma bela mansão de portas fechadas.
Outro ponto importante é o que se refere às verduras japonesas. O facto de, no Japão, se utilizar excremento humano como adubo, desde a antiguidade, constituiria por si só um grande obstáculo para atrair os estrangeiros, dado o perigo da transmissão de vermes. Assim, o ideal seria explicar o método de Cultivo Natural preconizado pela nossa Igreja. Com isso, todos os obstáculos mencionados anteriormente seriam eliminados.
Penso que, com estas explicações, possam ter uma compreensão geral dos nossos objectivos. Entretanto, quando chegar o dia em que os projectos e instalações a que nos referimos ficarem concluídos em todo o território japonês, verão realmente concretizado o Paraíso Terrestre que nós proclamamos, e acredito que nenhum país terá motivos para deixar de recebê-lo com alegria e satisfação.

Meishu-Sama 30 de maio de 1949

sábado, 20 de junho de 2015

A VERDADEIRA SAÚDE E A SAÚDE APARENTE- Ensinamento De Meishu-Sama


"A verdadeira saúde é a dos portadores de corpos físicos totalmente livres de toxinas."


Podemos afirmar que a humanidade, ou, pelo menos, a maioria dos povos civilizados são doentes. A diferença está apenas em doença manifesta e não-manifesta. Pessoas doentes são aquelas em quem a doença já se manifestou; pessoas consideradas sadias, aquelas em quem a doença está para se manifestar. Torna-se desnecessária qualquer explicação sobre as primeiras; limitar-me-ei, portanto, a estas últimas.
Como já expliquei, as pessoas que estão por adoecer são aquelas em quem ainda não foi iniciada a acção purificadora dos nódulos formados pelas toxinas. Assim, a verdadeira saúde é a dos portadores de corpos físicos totalmente livres de toxinas; neles, conseqüentemente, não ocorre purificação. Há pessoas, entretanto, que, embora tenham toxinas acumuladas, ainda conseguem manter a saúde e desempenhar suas actividades diárias, aguentando trabalhos físicos; aos olhos de qualquer um, parecem saudáveis. Visto que, através dos exames feitos pela medicina actual, é difícil descobrir a presença das toxinas, tais pessoas são consideradas sadias. A elas eu denomino “pessoas de saúde aparente”. Fico, pois, apreensivo ao pensar no grande número de portadores de “bombas” que estão “dançando” no palco da vida.
Fala-se, desde os tempos antigos, que o homem é um poço de doenças, mas essa expressão refere-se exactamente à saúde aparente.

Meishu-Sama, 5 de Fevereiro de 1947

sexta-feira, 19 de junho de 2015

OS TRÊS TIPOS DE TOXINAS- Ensinamentos De Meishu-Sama






"Os medicamentos chineses, quase todos, produzem dores brandas."


A origem de todas as doenças são as toxinas, que podem ser hereditárias, urinárias e medicinais.
Que são toxinas hereditárias? São heranças dos tóxicos contidos nos medicamentos; esses tóxicos, após passarem por várias gerações, transformam-se numa espécie de toxina.
As toxinas urinárias são decorrentes da urina que não é eliminada, em consequência do atrofiamento da actividade renal.
Não entrarei em detalhes sobre as toxinas medicinais, pois o assunto já foi abordado, mas vou explicar como elas se manifestam. Seus principais sintomas são febre, dores, coceira, diarreia, vómitos, dormência, mal-estar, etc. A febre é proporcional à quantidade de toxinas e pode-se até dizer que não se observa a ocorrência deste sintoma entre pessoas que nunca tomaram remédios. Quanto às dores, as produzidas pelos medicamentos ocidentais são mais agudas, podendo ser, por exemplo, picantes (como picada de agulha), perfurantes e rápidas. Já os medicamentos chineses, quase todos, produzem dores brandas.


Meishu-Sama, 5 de Fevereiro de 1947

quinta-feira, 18 de junho de 2015

A ADVERTÊNCIA DOS ANTEPASSADOS- Ensinamento De Meishu-Sama




´´Os antepassados evitam sacrificar o chefe da família por ser ele o seu sustentáculo´´

Os antepassados desejam a felicidade de seus descendentes e a prosperidade de sua linha familiar. Por conseguinte, não negligenciam sua guarda um instante sequer, impedindo-os de cometerem erros e pecados, ou seja, evitando que trilhem o mau caminho. Se um descendente, induzido pelo demônio, comete uma má ação, aplicam-lhe castigos na forma de acidentes ou doenças, não só como advertência mas também para a limpeza dos pecados cometidos anteriormente. No caso do enriquecimento ilícito por parte do descendente, fazem com que este tenha prejuízos, ocasionando, por exemplo, um incêndio ou outras formas de perda, que lhe esgotam a fortuna. Conforme o pecado, aplica-se também a doença como processo de purificação.
Suponhamos que uma criança contraia gripe. Uma gripe comum seria facilmente solucionada através do JOHREI; nesse caso, entretanto, não se verificam bons resultados. A criança tem vômitos freqüentes, perda de apetite, acentuado enfraquecimento em poucos dias e acaba morrendo. É uma situação estranha, que se enquadra justamente no que falamos acima: advertência dos antepassados. As causas pode ser várias, entre elas o relacionamento amoroso do pai com outra mulher. Se ele não perceber na primeira advertência, poderão ocorrer-lhe sucessivas perdas de filhos. Estes são sacrificados por um prazer passageiro; trata-se, portanto, de uma conduta bastante reprovável. Os antepassados evitam sacrificar o chefe da família por ser ele o seu sustentáculo, de modo que os filhos tomam o seu lugar.
Vejamos outro exemplo. O chefe de uma família, homem de aproximadamente quarenta anos, nunca havia rezado perante o oratório de antepassados que havia em sua casa. Sua filha, preocupada, conversou com um tio, irmão do pai, e transferiu o oratório para a casa dele. Pensando no futuro, o tio foi à casa do irmão e pediu-lhe que reconhecesse, por escrito, a transferência do oratório, que havia sido transmitido por várias gerações e que estava agora sob a sua guarda. O irmão concordou, mas, quando pegou a caneta, sua mão começou a tremer em espasmos, sua língua contraiu-se e ele não conseguiu mais falar nem escrever. Tentaram vários tratamentos sem nenhum resultado, e por fim vieram a um discípulo meu em busca de cura. Lembro-me de ter ouvido dele a história que a filha desse homem lhe contara. No caso em questão, os antepassados não admitiram que o oratório fosse retirado definitivamente da casa do primogênito, que, por tradição, deveria guardá-lo. Se isso acontecesse, a linhagem da família ficaria alterada, podendo, então, ocorrer a sua extinção.

Meishu-Sama, 5 de fevereiro de 1947

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A REENCARNAÇÃO - Ensinamento De Meishu-Sama



o amor e a devoção filial devem ser praticados não só quando os pais ainda estão neste mundo, mas muito mais através de ofícios religiosos e do altruísmo, quando eles já se encontram no Mundo Espiritual


A REENCARNAÇÃO

O tempo que o homem leva para reencarnar é bastante variável, podendo a reencarnação ocorrer cedo ou tarde. A rapidez ou atraso são determinados pela própria vontade da pessoa. Quando alguém morre e tem muito apego a este mundo, reencarna mais cedo. Mas isso não traz bons resultados, porque no Mundo Espiritual a purificação é mais rigorosa e, quanto mais tempo o espírito lá permanecer, mais será purificado. Quanto mais purificado estiver, mais feliz será ao reencarnar.

No caso de reencarnação prematura, a purificação não foi completa, restando impurezas que deverão ser purificadas neste mundo. Ora, a purificação no Mundo Material traduz-se em sofrimentos como doenças, pobreza, acidentes, etc.: obviamente, a pessoa terá um destino infeliz.
O facto de uma pessoa ser feliz ou infeliz desde o seu nascimento, na maioria das vezes deve-se ao que acabamos de expor. Perceberão, portanto, que a felicidade ou a infelicidade não são mero acaso, existindo razões para ambas. Contudo, existe outra explicação. Quando a família do falecido lhe presta homenagens póstumas e ofícios religiosos, ou quando seus descendentes praticam o amor ao próximo e trabalham em benefício da sociedade e da nação, somando o bem e a virtude, isso ajuda a acelerar a purificação dos espíritos dos antepassados. Por esse motivo, o amor e a devoção filial devem ser praticados não só quando os pais ainda estão neste mundo, mas muito mais através de ofícios religiosos e do altruísmo, quando eles já se encontram no Mundo Espiritual. Costuma-se dizer: “Os filhos querem colocar em prática a devoção filial quando seus pais já não existem.” Quem diz tais palavras, desconhece como é aquele mundo.
Há pessoas que já nascem com anomalias físicas. Isso significa que houve reencarnação antes de ser completada a purificação no Mundo Espiritual. Exemplificando, no caso de uma pessoa cair de um lugar alto e fraturar os braços ou as pernas, se ela morrer e reencarnar antes da cura completa, poderá apresentar anomalia nesses membros.
´´Há pessoas que já nascem com anomalias físicas´´

Entretanto, a reencarnação prematura explica-se não só pelo apego da própria pessoa, como também pelo apego dos seus familiares. Por exemplo: quando uma mãe perde um filho muito querido, pode acontecer que ela engravide logo em seguida, provocando-lhe a rápida reencarnação devido ao seu forte apego. Em tais casos, normalmente esse filho não terá uma vida muito feliz.


Meishu-Sama, 23 de outubro de 1943

terça-feira, 16 de junho de 2015

FÉ MESSIÂNICA - Ensinamento de Meishu-Sama




´´Os que procuram ser modestos, são sempre mais respeitados´´

Tudo, na vida humana, principalmente a nossa fé, tem de ser versátil (“enten-katsudatsu”), livre e desimpedido (“jiyu-mugue”). “Enten” significa “a roda gira”. Se a roda possui arestas, não pode girar. Com muita razão se diz: “Aquela pessoa perdeu as arestas porque sofreu muito.”
Entretanto, mais do que possuir arestas, existem pessoas que se assemelham ao “konpeito” (doce cheio de ângulos). Ao invés de rodarem, vivem se enroscando em toda parte. Há outras que sofrem dentro do próprio molde por elas criado, o que é desculpável, quando se limita a elas próprias; mas há quem considere boa ação atormentar o próximo, encurralando-o dentro desse molde.
Os exemplos que citamos são característicos da fé “Shojo” e não se limitam à Religião. A vida dessas pessoas cheira a mofo e causa náuseas.
“Jiyu-mugue” significa “não criar formas, normas e mandamentos” e, por extensão, “ser completamente livre de todas as limitações”. Devo lembrar-lhes que não se trata de egocentrismo, e sim, da liberdade que respeita a liberdade alheia.
Sendo “Daijo”, a Fé Messiânica difere muito da fé “Shojo”, cujos preceitos são tão rigorosos que ela própria não consegue cumpri-los. Eles são cumpridos apenas superficialmente, não na sua essência. Essa duplicidade de ação gera fracasso e, ao mesmo tempo, constitui um mal, porque dá origem à hipocrisia. Assim sendo, as pessoas de fé “Shojo” são aparentemente boas, mas interiormente ruins. Ao contrário, as de fé “Daijo” sentem-se mais livres, alegres, sem necessidade de camuflagem, porque sabem respeitar a liberdade humana; nelas, a hipocrisia não tem lugar. Esta é a verdadeira e grata Fé Messiânica.
Em outras palavras, as pessoas de fé “Shojo” sofrem de mania de grandeza, tornam-se megalomaníacas, porque caem, sem querer, na hipocrisia. Isso as torna insuportáveis e antipáticas. Além disso, elas diminuem-se, ao invés de engrandecer-se. Chamamos de “homem limitado” a esse tipo de pessoa.
Na ocasião de levantar alguma construção, por exemplo, divirjo sempre do operário que se preocupa somente com a beleza exterior. Como isso, de certo modo, causa má impressão, faço-o corrigir as suas falhas. O mesmo se aplica aos homens. Os que procuram ser modestos, são sempre mais respeitados, porque parecem mais nobres. Portanto, os que professam a nossa Fé, devem tornar-se alvo de um respeito sincero.


Meishu-Sama, 20 de abril de 1949

segunda-feira, 15 de junho de 2015

ESPÍRITO DE "IZUNOMÊ" - Ensinamento de Meishu-Sama


   
Já expliquei, inúmeras vezes, o que significa espírito de “Izunomê”. Vejo, porém, que é difícil praticá-lo, pelas poucas pessoas que o conseguem realmente. Na verdade não é tão difícil. Se conhecermos e assimilarmos o seu fundamento, não haverá dificuldades. A ideia preconcebida de que é difícil é que tolhe a ação. Ao mesmo tempo, como me parece que ainda não deram muita importância ao assunto, sou levado a escrever repetidas vezes sobre ele.

Em síntese, “Izunomê” significa “princípio imparcial”, isto é, manter-se sempre no centro. Não é “Shojo” nem “Daijo”: é “Shojo” e “Daijo” simultaneamente, ou seja, significa não tender aos extremos, nem decidir-se de maneira impensada.

Naturalmente não podemos fugir à decisão de determinadas questões, mas a dificuldade está no julgamento. O espírito de “Izunomê” assemelha-se à arte culinária: o alimento deve ser temperado na justa medida – nem doce, nem salgado. Assemelha-se também ao clima – nem quente, nem frio. É o clima agradável da Primavera e do Outono. Se os homens adotassem esse espírito e agissem de acordo com ele, seriam estimados por todos e tudo lhes correria bem. Entretanto, os homens de hoje mostram acentuada tendência ao radicalismo. Temos o melhor exemplo na Política. Os políticos professam princípios radicais, denominando-os de partido direitista ou esquerdista. Como esses pensamentos estão associados à obstinação, eles vivem em conflitos. E tudo isso prejudica grandemente o país e o povo.

O método “Izunomê” deveria ser adotado na Política; contudo, há pouca probabilidade de aparecerem políticos ou partidos que tenham consciência disso. A guerra origina-se, também, do choque gerado pela imposição de princípios extremistas.

Verificamos, através de pesquisas, que os conflitos religiosos também surgem de “Shojo” e “Daijo”, isto é, da diferença entre o sentimento e a razão. Nesse caso, deve-se estabelecer a união encurtando a linha perpendicular e a horizontal pela metade, o que significa uma solução pacífica. Assim, não é difícil entrar-se em entendimento.

A propósito desse assunto, podemos observar que sempre há conservadores e renovadores em todos os setores, mesmo no religioso. O primeiro grupo compreende os velhos crentes, aferrados à tradição, os quais detestam as novidades; o segundo compreende os progressistas, que, tendendo ao extremismo, desprezam tudo que é antigo. Daí surge a discussão, a causa do conflito, que poderia ser facilmente resolvida pelo método “Izunomê”.

A Religião, também, exige um profundo conhecimento da época. Todavia, os religiosos são indiferentes a esse ponto, demonstrando forte inclinação para considerar a tradição milenar como um código de ouro. Sendo a Fé algo espiritual – a Verdade absoluta e eterna – não é possível modificá-la.  Mas o mesmo não se aplica ao sector administrativo. Este corresponde à parte material da Religião e deve acompanhar as mudanças da época.

O que acabamos de dizer implica numa perfeita ação espírito-matéria, ou seja, devemos agir sempre de acordo com o método “Izunomê”. Assim, é escusado repetir que não se conquista a alma do homem moderno praticando fielmente métodos antiquados. O essencial é compreender que a ação de “Izunomê” é a verdade fundamental de todas as coisas. Desejo que os fiéis tenham profunda consciência dessa verdade, e por isso estou sempre pregando o espírito de “Izunomê”.

Meishu-Sama, 25 de abril de 1952

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